O Isolamento em perspectivas: Povos isolados e de recente contato entre os Arawá dos Purus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Barreto, Juliana Leide Marques Bentes
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/4041487309310187, https://orcid.org/0000-0003-3798-5141
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Antropologia Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
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Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10249
Resumo: Considerando os desencontros ontológicos que produzem, de modo contextual, diferentes percepções sobre o modo de vida dos “povos isolados” entre os grupos indígenas e representantes da sociedade nacional, esta dissertação consiste numa sistematização das distintas concepções sobre “isolamento” atribuídas aos povos isolados e de contato recente no panorama etnográfico Arawá (Hi-Merimã e Suruwaha, respectivamente), no interflúvio Juruá-Purus, Amazônia Ocidental. A partir de uma investigação de cunho bibliográfico, são analisados os diferentes “marcos de contato" produzidos por segmentos antagônicos do Estado e da sociedade civil junto aos Suruwaha, de modo a desvelar as percepções dúbias e distintas sobre os “povos isolados/arredios” nas diferentes esferas investigadas. Em outro momento, são abordados aspectos das cosmologias dos povos Arawá, em especial, os que habitam as regiões não-alagáveis, os Jarawara, Jamamadi, Banawá (língua Arawá/Madi) e os Suruwahá (língua Arawá/Suruwaha), perpassando por temas tais como a noção de pessoa, o “parentesco misturado”, as plantas cultivadas, o xamanismo, as relações com os brancos e a polaridade índios mansos/brabos. Neste contexto, observamos como os povos Arawá mobilizam discursos heterogêneos sobre a natureza do “isolamento” e dos povos isolados vizinhos, e de que modo isso está atrelado à concepção de mundo transformacional concebido por esses povos, divergindo contextualmente dos ideais produzidos no âmbito das políticas indigenistas.