Práticas ecológicas e o protagonismo das mulheres da comunidade Borari, Pará: o canto e o recanto das Karuana
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Humanas e Letras Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9995 |
Resumo: | Este estudo assume o propósito de verificar o protagonismo das mulheres indígenas da comunidade Borari na perspectiva do ecofeminismo, apontando o seu protagonismo social, suas manifestações culturais, artísticas, políticas e simbólicas. A pesquisa evidencia suas práticas ecológicas que tem como base seus saberes ancestrais. Trata-se de um estudo centrado na perspectiva de gênero e busca apontar o protagonismo de um grupo étnico, feminino, suas lutas pelo reconhecimento da sua cultura, do trabalho, das práticas ecologias e dos saberes culturais das mulheres da comunidade Borari. Esta investigação se entrelaça com os fios da interdisciplinaridade num diálogo entre Antropologia, Etnologia e as Artes. O lócus da pesquisa é o distrito de Alter do Chão, situado geograficamente no município de Santarém, no Pará. Neste local encontra-se o território do povo Borari às margens do rio Tapajós. É neste espaço que as mulheres cultivam suas relações com a natureza que se evidencia em suas práticas cotidianas assim como em sua cultura. Esta pesquisa assume a abordagem qualitativa num processo dialógico de tessitura das discussões realizadas. Dentre os múltiplos aspectos constatados consta o fato de que as mulheres Karuana são as guardiãs dos saberes ancestrais, compartilham estilos de vida interligados a terra, floresta e águas. Seus saberes e fazeres refletem o fazer-junto, emergindo como uma ordem dos gestos e dos atos, ou seja, são práticas construtivas que remetem-se ao ethos do Bem Viver. Deve-se reconhecer, por fim, que os resultados desta pesquisa contribuirão para dar visibilidade às mulheres indígenas Karuana, iluminando suas práticas sociais e ecológicas. |