Mercado da biodiversidade e a cadeia produtiva de Camu-Camu (Myrciaria dubia (H.B.K.) no estado do Amazonas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Billacrês, Máximo Alfonso Rodrigues
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/3032801974162523
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6708
Resumo: A escolha do camu-camu (Myrciaria dubia (H.B.K.) como tema é pelo fato desta fruta apresentar o maior teor de vitamina C e seus benefícios sendo ligados a esta vitamina, podendo ser utilizado como medicamento para: infecções viriais (gripes e resfriados); asma; gengivite; entre outros. Nos quais os benefícios são: efeito antioxidante; elimina toxinas no corpo; ajuda a prevenir ao aparecimento da catarata; entre outros. Assim sendo, analisar a dinâmica (economica, valor, padrões espaciais) da cadeia produtiva de camu-camu (Myrciaria dubia (H.B.K.) possibilita identificar as espacialidades mercadológicas (ou não) deste recurso, da extração até o consumo, apontando como este recurso biológico tem valor real ou potencial de utilidade econômica. As etapas de produção- distribuição -circulação-consumo compreendem na análise de como o capital se expande por meio do processo de produção e troca, visto que é na identificação dos sujeitos (sujeitantes e sujeitados) que aparecem à concretização das contradições e relações capitalistas de produção. E o mercado aparece como o lugar de encontro dessas relações contraditórias, pois é uma instituição que pretende dominar a sociedade pela transformação do trabalho, da terra, e do dinheiro em mercadoria. O camu-camu é pré-condição para diversas cadeias produtivas, como de: polpas de frutas, refrigerantes, medicamentos, vitamina C, licores e assim por diante, por isso é uma matéria-prima e um recurso natural. É preciso identificar os produtos à base de camu-camu e seus processos de produção, porque as formas como são produzidos é a condição (econômica, social, política, regulatória, tecnológica, entre outras) necessária para: identificar o tipo de cadeia produtiva, em qual circuito da economia está inserido, e se o produto e seus derivados se apresenta como uma inovação biotecnológica no mercado. A relação sociedade-natureza tem que ser entendida como base de reprodução da própria sociedade, podendo ou não se subordinar a lógica da produção econômica, mas com certeza participa de uma produção mais ampla, que envolve o espaço. Os fundamentos teórico-metodológicos são de análise espacial (gravitacionalidade, localização, valor, redes, fluxos, escalas), associada ao levantamento de bibliografias sobre os processos agrários e econômicos. O camu-camu se apresenta nesta mercantilização da natureza, em escala local, e estadual como um recurso ocioso na biodiversidade vegetal amazônica, isto é, o camu-camu se apresenta como um recurso natural não utilizado, sendo uma potencialidade econômica. Esta ociosidade se apresenta, também, pela concorrência de bioprodutos na mercantilização da natureza, onde o camu-camu não se apresenta como uma cadeia produtiva consolidada na Amazônia brasileira como acontece com o: Açaí, Castanha, Andiroba, Cupuaçu, Guaraná e outros; que por sua vez, apresentam condições favoráveis estruturadas em mercados nacionais e internacionais, e de expressiva potencialidade para comporem parte da demanda do mercado da bioindústria