Acesso, permanência e práticas pedagógicas na escolarização de crianças com autismo na Educação Infantil de Parintins/AM
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Educação Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Educação |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9625 |
Resumo: | Este trabalho versa sobre o acesso, permanência e as práticas pedagógicas de professores na escolarização de crianças com transtorno do espectro autista no município de Parintins/AM. Enquanto objetivo, busca-se analisar como ocorre o processo de escolarização de crianças com autismo na educação infantil na referida localidade. Delineou-se, então, os seguintes objetivos: investigar o acesso e a permanência da criança com autismo na educação infantil; conhecer como ocorre a articulação pedagógica entre a sala comum e a sala de recursos multifuncionais; descrever como ocorrem as mediações pedagógicas na sala de recursos multifuncionais e na sala comum para crianças com autismo. O campo teórico passeia por entre Alves (2017), Anjos (2019), Aranha (2005), Cunha (2020), Dias (2018), Mantoan (2015), Mota (2020), assim como a leitura de leis como Constituição Federal de 88, LDB, Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (2008). O percurso metodológico, segue a via de uma pesquisa qualitativa (MYNAIO, 2001) de caráter descritivo (TRIVIÑOS, 1987) para um estudo de caso (LÜDKE; ANDRÉ, 2018) e ancora nos pressupostos filosóficos do Materialismo Dialético (TRIVIÑOS, 1987). Como técnicas para coleta de dados utiliza-se a análise documental (LÜDKE; ANDRÉ, 2018), entrevista semiestruturada (SEVERINO, 2007) e a observação direta (LÜDKE; ANDRÉ, 2018). Para a análise de dados, constituiu-se a Análise de Conteúdo de Bardin (2011). Os sujeitos da pesquisa foram 12 professores, sendo 4 atuantes na sala de recursos multifuncionais e 8 da sala comum. Tanto os centros infantis quanto os professores sujeitos da pesquisa receberam nomes fictícios a modo de que tivessem as suas verdadeiras identidades preservadas. Os nomes escolhidos fazem parte da cultura amazônica, podendo ser flores, tipos de madeiras e/ou cores que representam a nossa diversidade. Com os resultados, evidenciamos que o acesso, a permanência e as práticas pedagógicas na escolarização de crianças com autismo na educação infantil de Parintins/AM apresentam as suas contradições, inerentes às questões sociais, culturais, políticas e econômicas que fazem parte do processo educativo e da própria relação do homem com a sociedade. As crianças com autismo estão sendo matriculadas em escolas regulares, tratados aqui como centros de educação infantil, e ao adentrar o ensino público de Parintins, a criança passa a ser atendida tanto por um professor da sala regular como tem direito a participar do Atendimento Educacional Especializado – AEE, assim como preconiza as políticas públicas de educação especial. Porém, a forma como estão sendo desenvolvidas essas atividades tem fugido do que postulam as políticas públicas sociais e educacionais. |