Estudo metabolômico do gênero Copaifera - Fabaceae
Ano de defesa: | 2019 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Química |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/7460 |
Resumo: | As copaibeiras como são conhecidas às espécies do gênero Copaifera (Fabaceae) são muito apreciadas na medicina popular e na fitoterapia, principalmente, pela utilização do óleo-resina de copaíba que possui propriedades terapêuticas, bem como os chás das folhas e casas de copaíba são apreciados pelas populações tradicionais da Amazônia e do cerrado brasileiro. Embora o gênero Copaifera seja bastante estudado fitoquímicamente e farmacologicamente, principalmente pelo óleo-resina, a pesquisa de novos recursos farmacológicos ainda se limitam a poucas espécies, como a espécie endêmica do cerrado Copaifera langsdorffii, seus estudos se direcionam, principalmente nas folhas, assim outras partes vegetais (cascas, galhos, sementes e flores) são objetos de pouca ou nenhuma pesquisa. Logo, a metabolômica não direcionada buscou, pela técnica de UHPLC-HRMS, analisar qualitativamente o maior quantidade de metabólitos detectáveis no material de estudo e estabelecer similaridades e diferenças por Análise de Componentes Principais (PCA). O objetivo do trabalho foi explorar e descrever as características do metaboloma das principais espécies (C. langsdorffii Desf., C. multijuga Hayne, C. trapezifolia Hayne, C. lucens Dwyer e C. venezuelana Harms & Pittier) do gênero Copaifera. Por meio de padrões de referência, dados espectrométricos de MS2, dados da literatura cientifica e bancos de dados virtuais HMDB e MoNA, os perfis metabólicos das espécies foram investigados. Foram detectados 47 metabólitos, entre diversas classes metabólicas, como derivados de ácido benzoico e ácido cinâmico, ácidos graxos, ácidos diterpenos, flavonoides agliconas, flavonoides glicosilados, um glicosídeo fenólico, ácidos galoilquínicos e taninos condensados. A PCA observou-se uma forte distinção no perfil metabólico das folhas e cascas das espécies. As folhas distinguiram-se, principalmente, pela presença dos ácidos galoilquínicos di- e tri- substituídos e flavonoides glicosilados (derivados de quercetina e canferol) e nas cascas foram detectados principalmente, taninos condensados (derivados de catequina) nas formas de dímero e trímero. Os galhos apresentaram composição química intermediária entre as folhas e as cascas, principalmente devido à proximidade e extensão entre os órgãos vegetais. As sementes e flores de C. langsdorffii apresentaram composições químicas divergentes em relação aos demais órgãos vegetais, trata-se de composições com características únicas dos órgãos e necessitam de maior atenção fitoquímica. Concluiu-se que a abordagem metabolômica não direcionada por UHPLC-HRMS é uma excelente ferramenta de exploração metabólica que possibilitou o perfilamento metabólico e a detecção de 47 metabólitos nos órgãos vegetais (folhas, cascas, galhos, sementes e flores) das espécies e por meio da PCA os metabólitos foram mapeados e os ácidos galoilquínicos (di-, tri-substituídos) foram indicadas como biomarcadoras das folhas e os taninos condensados (dímero e trímero) das cascas. |