Mulheres de Santa Luzia da Ilha do Baixio: modo de vida na várzea do Baixo Solimões
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Ciências Agrárias Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ufam.edu.br/handle/tede/4240 |
Resumo: | A mulher campesina tem conquistado mais visibilidade em vários pontos da Amazônia através de sua participação na luta por terras, em defesa da floresta e dos recursos naturais. O modo de vida dos camponeses amazônicos, e de modo especial das mulheres, possui uma relação estreita com os rios, onde a várzea é parte importante da sua vida que é intimamente ligada ao movimento das águas. Nesta perspectiva, a partir de um estudo etnográfico realizado em 2011 e 2012, na comunidade Santa Luzia da Ilha do Baixio - município de Iranduba, várzea do Baixo Solimões, estado do Amazonas – este trabalho tem o objetivo de refletir como se articula a noção de sustentabilidade com a percepção que as mulheres da várzea amazônica têm sobre seu modo de vida. Desta forma, o primeiro capítulo – “Meu diaa-dia é muito corrido”: a mulher camponesa de Santa Luzia da Ilha do Baixio –, trata da “experiência etnográfica” (Clifford, 1998), apresentando o modo de vida das mulheres camponesas de Santa Luzia da Ilha do Baixio a partir de descrições e análises da comunidade da família e do trabalho. O segundo capítulo – “As mulheres são que nem os homens”: relações de gênero nas organizações sociais da Ilha – analisa as relações de poder expressas na noção de gênero, a partir da dinâmica das organizações sociais que mais se destacam na ilha. Por fim, no terceiro capítulo – “E estão falando tanto em meio ambiente...”: conexões entre Santa Luzia da Ilha do Baixio e sustentabilidade – fazemos uma breve análise crítica do conceito de desenvolvimento sustentável e, com isso, procuramos compreender as conexões possíveis entre as camponesas do Baixio e a noção de sustentabilidade, principalmente através do processo de organização social das mulheres. A noção de sustentabilidade apresentada pelos moradores de Santa Luzia da Ilha do Baixio e em especial pelas mulheres, durante a etnografia realizada, procura incorporar essa visão holística da sociedade. Suas preocupações estão muito mais no campo da educação e da saúde, mas também questionam elementos sobre o cotidiano, que envolvem a qualidade da água e dos alimentos e o problema da destinação do lixo. |