Anotação de alcaloides isoquinolinos de espécies de Annonaceae por espectrometria de massas e redes moleculares
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Química |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9090 |
Resumo: | A família Annonaceae apresenta ampla distribuição no Brasil, principalmente na região amazônica, onde suas espécies são utilizadas na medicina popular para tratar diferentes enfermidades, como leishmaniose, malária e diabetes. Além disso, cientificamente muitas propriedades biológicas já foram conferidas à família, como citotóxicas, antioxidantes, anti inflamatórias, antinociceptiva e antiparasitárias. Estas propriedades são conferidas principalmente à presença de metabólitos secundários, como alcaloides isoquinolinos, largamente reportados nos gêneros. Baseado nisso, este trabalho descreve uma investigação química desta classe de alcaloides em seis espécies de Annonaceae da Região Amazônica, bem como propõe padrões de fragmentação para ajudar na caracterização química destes metabólitos. Para isso, realizou-se experimentos via cromatografia liquida acoplada a espectrometria de massas de alta resolução e os espectros MS/MS adquiridos foram analisados por abordagem de redes moleculares. Os resultados revelaram famílias moleculares compostas por alcaloides aporfinos, benzilisoquinolinos, tetraidroprotoberberinos e oxoaporfinos, e 30 compostos foram anotados em nível 2. A caracterização das estruturas foram posteriormente explicadas pela análise manual dos espectros de fragmentação permitindo propagar 30 anotações manuais de alcaloides em nível 3. Dentre as moléculas conhecidas, anotou-se mutualmente a anonaina, asimilobina e a liriodenina em D. calycina, G. olivacea, P. leiophylla e E. amazonicus, reforçando a relevância quimiofenética desses alcaloides para a família Annonaceae, bem como a estreita relação dos gêneros Duguetia e Guatteria. Os resultados obtidos corroboram que as seis espécies estudadas são exímias produtoras de alcaloides isoquinolinos, destacando-se os aporfinos, classe ubíqua na família. O estudo de fragmentação com os alcaloides 7,7- dimetilaporfinos que apresentam insaturação no anel b isoquinolino corroborou os estudos de Carnevale Neto e seus colaboradores, revelando a eliminação de radical metila como principal informação. Adicionalmente, estendeu-se os estudos de fragmentação para 7,7- dimetilaporfinos que não apresentam insaturação no anel B isoquinolino, até onde sabemos, relatados neste trabalho pela primeira vez. |