A Psicologia Escolar problematizando o processo de judicialização dos conflitos escolares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Fernandes, Thatyanny Gomes
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/4958427589851827
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Psicologia
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8869
Resumo: Esta pesquisa buscou verificar as percepções dos professores a respeito do processo de judicialização da educação. O embasamento teórico da pesquisa está delineado em três eixos de fundamentação. O primeiro eixo considera aspectos importantes sobre a escola pública brasileira em suas diversas transformações sociais, trazendo reflexões sobre a autonomia, a descentralização, a coletividade e a capacidade de transformação humana em detrimento da exclusão e opressão, fundamentados na perspectiva psicossocial e na libertação de Martín-Baró. O segundo eixo faz uma breve explanação sobre uma forma de poder que tem encontrado lugar nos espaços educativos e tem atuado no sentido de produzir sujeitos “inocentes” ou “culpados”, intensificando a criminalização das ações, da vigilância aos comportamentos ditos desviantes, numa tentativa de judicializar e disciplinar a vida. Por último, o terceiro eixo considera alguns elementos importantes sobre a atuação do psicólogo na escola como estratégias de enfrentamento a fenômenos que já estão cristalizados no contexto escolar, a fim de promover novas formas de atuação. A pesquisa em questão foi desenvolvida em uma escola pública localizada em um bairro popular na cidade de Manaus (AM). Utilizou-se como proposta de análise dos resultados a metodologia construtivo-interpretativa, a qual realiza o estudo da subjetividade fundamentado na perspectiva histórico-cultural. Os resultados obtidos a partir da análise das fontes revelaram que os protagonistas da educação não estão sabendo lidar com todas as variáveis que circunscrevem as relações escolares e que poderiam ser tocadas através de outras abordagens e condutas. Percebe-se então que as possibilidades de atuação da Psicologia Escolar diante desse cenário são diversas, desde que as práticas estejam baseadas na cooperação e no diálogo, para que, somando esforços, possa-se construir uma educação que dialogue, que reflita sobre suas ações e que forme alunos verdadeiramente autônomos e emancipados.