Estudo fitoquímico e potencial como biodenfensor de Piper tuberculatum contra mosquitos vetores da dengue

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Leocadio, Brenda Reis Coelho
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/8122115057565482
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Química
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
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Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10286
Resumo: O mosquito Aedes aegypti é o vetor importante na transmissão do vírus da dengue, sendo responsável por causar problemas graves de saúde, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. É fundamental adotar medidas de controle vetorial e prevenção para evitar a proliferação desses mosquitos e minimizar a transmissão dessas doenças. O uso de plantas para o controle de mosquitos é uma alternativa promissora, especialmente em áreas amazônicas, devido à alta biodiversidade e abundância de espécies de plantas com compostos químicos com atividade larvicida, tal como a espécie Piper tuberculatum Jacq. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi realizar a investigação fitoquímica e avaliar a atividade larvicida de extratos, frações e substâncias isoladas das folhas de P. tuberculatum para o controle de A. aegypti. O extrato bruto das folhas foi obtido por maceração exaustiva em metanol com auxílio de ultrassom, sendo em seguida submetido a fracionamento em coluna filtrante. O extrato e suas frações tiveram o seu perfil químico investigado por espectrometria de massas. A fração AcOEt 100% (EMFPT-3) foi submetida à purificação em sistema CLAE semipreparativo, resultando no isolamento das amidas cis-piplartina, piplartina e 4,5-diidropiperlonguminina, as quais tiveram suas estruturas determinadas por métodos espectroscópicos e espectrométricos (RMN 1D e 2D; EM). O extrato metanólico e as frações resultantes da coluna filtrante foram submetidos ao ensaio larvicida frente à A. aegypti através do protocolo da Organização Mundial de Saúde (WHO, 2005), com algumas modificações. As frações Hex/AcOEt 1:1 (EMFPT-2); AcOEt 100% (EMFPT-3) e AcOEt/MeOH 1:1 (EMFPT-4) apresentaram atividade larvicida com mortalidade entre 92 e 100% sobre A. aegypti, após 24 horas de exposição, demostrando ser uma alternativa viável no controle do vetor. Enquanto, as amidas isoladas cis-piplartina, piplartina e 4,5-diidropiperlonguminina apresentaram atividade larvicida contra A. aegypti, causando mortalidade variando de 2 ± 0 a 97 ± 2% e CL50 de 23,77 e 30,18 μg/mL. Portanto, os resultados obtidos reforçam o potencial larvicida previamente reportado para a espécie P. tuberculatum e outras espécies do gênero, além de demonstrar o potencial de amidas como agentes químicos promissores para o controle de doença tropical, tal como dengue.