Filogenia, Taxonomia e Biogeografia do gênero Tamarinus Trouessart, 1904 (Primates, Callitrichidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Lopes, Gerson Paulino
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/2211271106429325
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Zoologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9379
Resumo: Entre os primatas neotropicais, as espécies da família Callitrichidae inclui os menores e mais fenotipicamente distintos. Os calitriquídeos atualmente são classificados em dez gêneros: Callithrix Erxleben, 1777, Saguinus Hoffmannsegg, 1807, Leontocebus Wagner, 1839, Leontopithecus Lesson, 1840, Mico Lesson, 1840, Oedipomidas Reichenbach, 1862, Cebuella Gray, 1866, Tamarinus Trouessart, 1904 Callimico Miranda-Ribeiro, 1911 e, Callibella van Roosmalen & van Roosmalen, 2003. Entre esses gêneros, apenas Tamarinus não foi revisado taxonomicamente, com a taxonomia ainda baseada em um estudo dos anos 1970 e, não mudou muito nos últimos 45 anos. Assim, nesta tese, utilizamos a representação reduzida do genoma (ddRAD) para gerar a filogenia mais completa do gênero Tamarinus, com todas as espécies e subespécies, bem como realizamos testes de hipótese taxonômicas de que as subespécies de Tamarinus mystax (T. m. mystax, T. m. pileatus e T. m. pluto), Tamarinus imperator (T. i. imperator e T. i. subgrisescens) podem representar linhagens evolutivas independentes. Além disso, construímos uma filogenia calibrada no tempo para as espécies do gênero Tamarinus, além de um modelo filogenético biogeográfico estatístico para o gênero, a fim de inferir a história biogeográfica e sua relação com a evolução da paisagem amazônica. Assim, testamos a hipótese de os rios amazônicos como promotores da diversificação das espécies do gênero Tamarinus. Descrevemos uma nova espécie de Tamarinus do interflúvio Juruá-Tefé, anteriormente atribuída à espécie T. mystax. Também elevamos T. mystax e T. pileatus ao nível de espécie, esta última, com uma nova proposta nomenclatural, com duas subespécies, T. p. pileatus e T. p. pluto. Nossas hipóteses filogenéticas também confirmam a existência de duas espécies de Tamarinus anteriormente agrupadas sob o epíteto específico de Tamarinus imperator, agora designadas como T. imperator e T. subgrisescens. Nossas análises filogenéticas recuperam o alto suporte para todas as espécies e para as relações entre as espécies. A divergência de Tamarinus, Oedipomidas, Saguinus e Leontocebus ocorreu no Mioceno Médio e Tardio. Nossa reconstrução biogeográfica associa o papel dos rios amazônicos como agentes vicariantes para a maioria das espécies, porém ressaltamos que para algumas espécies houve uma possível dispersão através de uma barreira geográfica.