“Antropóloga em Campo”: Uma etnografia sobre gênero e práticas de pesquisa na Região Norte do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Reis, Marla Elizabeth Almeida
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/9680538443277176, https://orcid.org/0000-0002-9785-2909
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Antropologia Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10686
Resumo: Este estudo visa compreender o papel das mulheres na produção de antropologia na região Norte do Brasil e sua integração no cenário nacional, levando em consideração as influências das interseccionalidades de gênero, raça/etnia, geração, classe social e origem em suas vivências. A pesquisa envolveu entrevistas com 12 antropólogas nascidas e atuantes na região Norte, além da aplicação de técnicas como observação participante, diário de campo e análise bibliográfica. Utilizando como base os estudos de gênero, mulheres na ciência e a crítica decolonial, o trabalho permitiu resgatar o nome e as contribuições de antropólogas cujas realizações foram "esquecidas" na história da disciplina, desde o período evolucionista até as pioneiras da antropologia brasileira. Além disso, a pesquisa revelou as especificidades de ser mulher no trabalho de campo antropológico e refletiu sobre aspectos que vão desde a "ser da" e "pesquisa na" região Norte, incluindo conselhos marcados por relações de gênero e poder que influenciam vestimentas e comportamentos durante a pesquisa, até questões como ciúmes, medo, violência e estratégias de segurança. O estudo também destacou as diversas formas de violência enfrentadas por antropólogas da região Norte em sua relação com os principais centros de antropologia no Brasil.