Encantados do fundo do rio: cosmogonia, residualidade e imaginário poetizante-estetizador em Identidade Cabocla, de Alfredo Saunier
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Letras Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10810 |
Resumo: | Nesta dissertação, propõe-se um estudo panorâmico entre cosmogonia, residualidade e imaginário poetizante-estetizador a partir dos encantados do fundo do rio que protagonizam as narrativas “O boto namorador”, “A bôta” e “Boiúna: a Cobra Grande” de Identidade Cabocla (2013), do escritor parintinense Alfredo Saunier. Desse modo, os objetivos deste estudo estão organizados da seguinte forma: investigar as questões sobre cosmogonia, residualidade e imaginário poetizante-estetizador nas narrativas de Identidade Cabocla; compreender sobre a cosmogonia presente no imaginário da cultura amazônica por meio das narrativas de Identidade Cabocla; e apresentar a literatura amazônica sob a perspectiva dos estudos residuais e identificar o imaginário poetizante-estetizador a partir dos encantados do fundo do rio. Para desenvolver as discussões, utilizamos leituras fundamentadas no Imaginário amazônico e na Cultura amazônica, Mito e Imaginário, na Literatura comparada e na Residualidade Literária e Cultural. Sobre Imaginário amazônico e Cultura amazônica, tomamos como principais os olhares de Loureiro (1995), Krüger (2003), Fraxe (2007; 2004), Maués (2006; 2005), Barbosa (2011), Sicsú (2013), Santos (2017) e Simas (2021). Acerca de Mito e Imaginário, utilizamos como principais autores Barreto (2021; 2013), Baniwa (2019; 2016), Vidal (2009), Krenak (2022), Cordeiro (2017), Laplatine e Trindade (1997), Durand (2001) e Pitta (2017). No que se refere à Literatura comparada, destacamos as percepções de Carvalhal (1994), Nascimento (2014), Pontes (2022; 2017; 2015) e Silva e Martins (2020). A análise de Identidade Cabocla verificou que o rio se comporta na cultura como lugar consagrado de criação, capaz de gerar um plano onde estão os encantados do fundo, os quais se manifestam de alguma maneira na realidade do amazônida. A imagem estética dos encantados, Boto, Bôta e Cobra Grande, como seres de admirável beleza ou de bicho enorme, implica que o imaginário amazônico é poetizante-estetizador, ao ter como base material a natureza que os revela, estetizando-os na realidade amazônica. Tais seres se configuram como resíduos de outros povos indígenas amazônicos e desembocam com novas roupagens na cultura cabocla ribeirinha. |