Saúde mental e trabalho: riscos psicossociais e vivências subjetivas de servidores da saúde do Estado do Amazonas
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Psicologia Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Psicologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10333 |
Resumo: | Esta pesquisa foi realizada visando analisar os fatores de riscos psicossociais e as possibilidades de prevenção e enfrentamento nas situações de trabalho dos servidores da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-RCP). A partir da demanda da gerência técnica da FVS, foram conduzidas reuniões e visitas aos setores, além de um levantamento documental. Essa análise preliminar culminou com a incorporação da Psicodinâmica do Trabalho e da Ergologia como abordagens teórico-metodológicas. A Psicodinâmica visa compreender como os trabalhadores lidam com adversidades no ambiente laboral e como as vivências de sofrimento e prazer se relacionam com a situação de trabalho. A Ergologia foca em como os trabalhadores utilizam suas experiências práticas para enfrentar as demandas diárias e a normatização, tensionados por valores. No que se refere aos instrumentos da pesquisa, o Protocolo de Avaliação dos Riscos Psicossociais no Trabalho (PROART) foi escolhido para avaliar os riscos psicossociais devido à sua capacidade de investigar tanto saúde quanto patologias relacionadas ao trabalho. Complementando, a ferramenta Encontros sobre Trabalho (EsT) da Ergologia foi utilizada para aprofundar a análise dos resultados do PROART e discutir a relação saúde-trabalho com os próprios trabalhadores. A amostra da pesquisa incluiu 225 respondentes do PROART, e os Encontros sobre Trabalho contaram com 37 participantes, permitindo a coleta de dados qualitativos e quantitativos. O PROART é composto por quatro escalas: Organização do Trabalho (EOT), Estilos de Gestão (EEG), Indicadores de Sofrimento no Trabalho (EIST) e Danos Relacionados ao Trabalho (EDT). Os resultados mostraram que a maioria dos trabalhadores era feminina e com mais de 40 anos, sugerindo experiência profissional. A Escala de Organização do Trabalho revelou riscos médios relacionados à divisão das tarefas e baixos riscos na divisão social do trabalho. Os Encontros sobre Trabalho confirmaram sobrecarga e insatisfação devido à falta de recursos, má distribuição de tarefas e prazos apertados. A divisão das tarefas e a divisão social do trabalho revelaram a necessidade de intervenções para melhorar a carga de trabalho e a distribuição de responsabilidades. A Escala de Estilo de Gestão sinalizou para a presença moderada dos estilos individualista e coletivista. O estilo individualista predominou em termos de valorização da hierarquia, enquanto o estilo coletivista foi evidenciado pelo comprometimento com o trabalho coletivo. As discussões durante os EsTs destacaram a necessidade de uma visão estratégica dos gestores e a falta de oportunidades iguais de ascensão para os trabalhadores. A Escala de Indicadores de Sofrimento no Trabalho indicou baixos riscos de sofrimento patogênico, mas com sinais de esgotamento mental e falta de reconhecimento. As discussões nos Encontros apontaram para a insatisfação com a gestão e a sobrecarga de trabalho, exacerbadas pela falta de reposição de pessoal e condições precárias. A Escala de Danos Relacionados ao Trabalho mostrou riscos médios para danos físicos, com indícios de problemas de saúde relacionados à faixa etária e condições de trabalho inadequadas. Os Encontros revelaram danos físicos significativos e estresse, impactando a saúde dos trabalhadores. A integração do PROART com os Encontros sobre Trabalho foi considerada exitosa, permitindo que os trabalhadores expressassem suas percepções e contribuíssem com sugestões de melhorias. |