Território e ambiente: a saúde dos camponeses em comunidades rurais no município de Tefé-AM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Miranda, Rozilene da Silva
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/0887861142287954
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Geografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9096
Resumo: O conforto térmico é um fator definido como a satisfação psicofisiológica de um indivíduo com as condições térmicas do ambiente sendo os efeitos do calor sobre o trabalhador prejudiciais à saúde. Entretanto, ainda há escassez de pesquisas sobre desconforto térmico no âmbito rural em clima equatorial. A pesquisa teve como objetivo compreender as doenças e adoecimentos provenientes do desconforto térmico na atividade laboral dos camponeses das comunidades rurais Agrovila e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no município de Tefé. Como base teórica, foi pautada em artigos, dissertações, livros sobre desconforto térmico, trabalho, saúde e trabalhador rural. Como metodologia empregada utilizou-se de pesquisa bibliográfica, trabalho de campo divididos em duas etapas, grupo focal, dados secundários, utilização de dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) de temperatura média compensada e Umidade Relativa do ar com a série analisada de 1991 a 2020 diária, mensal e anual, os dados foram tratados com técnicas estatísticas descritivas. Para a análise do desconforto térmico utilizou-se três índices com a finalidade comparativa visando a identificação das condições agravantes de desconforto para o calor, foram eles: índice de Thom e Bosen (1959), índice de calor segundo Stedman (1979) e índice de sobrecarga térmica-IBUTG. Todos foram analisados utilizando as suas respectivas classes de conforto e efeitos. Segundo os dados no decorrer das três décadas ocorreu acréscimo de dias na faixa de desconforto para o calor, tanto diário quanto mensal. Desta forma, compreendeu-se que os camponeses de ambas as comunidades sofrem com o desconforto térmico na prática de trabalho, que potencializa sintomas como tontura, desmaios, dores forte de cabeça além de dores osteomusculares e nas articulações, que ocasiona interrupção e diminuição no nível de sobrecarga da força braçal no seu trabalho contribuindo para o baixo rendimento de suas produções e comprometendo a saúde. Conclui-se que este trabalho mostrou-se relevante na análise de desconforto térmico atrelado a atividade laboral dos camponeses, expondo a realidade que perpassam. Assim o trabalho contribui para o viés cientifico como arcabouço teórico para pesquisas vindouras nesse contexto, bem como para despertar a visibilidade e atenção dos órgãos competentes a essa classe de trabalhadores.