Da clínica do desejo a sua escrita: incidências do pensamento psicanalítico na escrita de alguns autores do Brasil e Caribe (1918-1990)
Ano de defesa: | 2010 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/5994 |
Resumo: | Tomando a noção de traveling theory de Edward Said como ponto de partida, o presente trabalho propõe analisar os deslocamentos do pensamento psicanalítico a obra de Sigmund Freud e Jacques Lacan para o campo da cultura e da literatura na América Latina, ao longo do século vinte. Privilegiam-se, comparativamente, os casos brasileiro (São Paulo, nos anos vinte; Rio de Janeiro, nos anos cinqüenta) e caribenho (Martinica Francesa, anos sessenta; Cuba, a partir dos anos quarenta). Busca-se assim aferir as incidências do pensamento psicanalítico na obra de alguns autores, tratando de pensar o que resta da clínica do desejo em sua escrita literária ou ensaística. Mas também postular as possíveis incidências da escrita literária sobre o pensamento analítico. Sob tal perspectiva, são analisados, principalmente, textos dos seguintes autores: Mário de Andrade, Nelson Rodrigues, Frantz Fanon e Severo Sarduy. A hipótese que mobiliza este trabalho é que na passagem da reflexão sobre a clínica para a literatura, e vice-e-versa, algo se mantém e realimenta os dois campos. Dito de outra forma, é possível pensar no caso do ensaio e da literatura na existência de uma escrita que mobiliza o desejo; e tal escrita não se dá necessariamente quando há um estudo apurado por parte dos escritores da teoria psicanalítica; quando a literatura mobiliza o desejo, não raro, são os analistas que se debruçam sobre tal escrita |