Tratamento de efluente têxtil empregando o processo fotocatalítico combinado com o biológico
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia e Ciências::Instituto de Química BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/11906 |
Resumo: | A indústria têxtil demanda grande consumo de água em suas atividades, além de utilizar corantes, tensoativos e aditivos que geralmente são compostos orgânicos de estruturas complexas. Consequentemente, o efluente gerado em todo o processo produtivo possui uma alta carga poluidora e tóxica, sendo de difícil degradação por tratamentos convencionais. Diante disso, este estudo visa investigar a degradação de efluente têxtil real através da combinação de um processo oxidativo avançado (POA) e o tratamento biológico aeróbio. Foram utilizados, neste estudo, dois efluentes têxteis reais oriundos de indústrias diferentes. O POA empregou a fotocatálise heterogênea com Fe/TiO2 sob a radiação visível. O catalisador de Fe/TiO2 foi preparado pela impregnação do TiO2 P25 comercial, utilizando o sal Fe(NO3)3.9H2O, sendo que o material obtido foi tratado por secagem a 100ºC. As condições reacionais, como o tempo de reação, a concentração de catalisador e a vazão de ar utilizadas na fotocatálise heterogênea foram definidas por um estudo de planejamento de experimentos empregando-se um delineamento composto central rotacional 23 (DCCR), visando encontrar a condição mais favorável para a degradação do efluente têxtil. . A descoloração do efluente foi avaliada através da varredura em espectrofotômetro UV-VIS, entre 400 e 700 nm, enquanto que a remoção de matéria orgânica foi determinada através da análise de Carbono Orgânico Total (COT) e da demanda química de oxigênio (DQO). Nos ensaios fotocatalíticos, a melhor condição observada alcançou descoloração de 45% em 150 min de reação e remoção de COT e DQO de 25%. Entretanto, o efluente se mostrou extremamente tóxico. Na etapa do tratamento biológico, que teve duração de 72 h, utilizou-se lodo aclimatado, e, ao final do tratamento combinado, obteve-se um efluente têxtil com remoção de cor de 72%, remoção de COT de 78% e remoção de DQO de 86%, além da remoção total da toxicidade obtida na etapa fotocatalítica. Com o objetivo de comparar a eficiência do tratamento biológico com o tratamento combinado, o efluente industrial bruto foi tratado unicamente por bioprocesso. O ensaio biológico isolado foi conduzido por 48 h, pois ambas as remoções de cor e de matéria orgânica mantiveram-se praticamente inalteradas após este tempo de tratamento. A descoloração alcançada para o efluente bruto foi de 56% e a remoção de COT e DQO foram de 65% e 79%, respectivamente. Em suma, o processo combinado alcançou resultados superiores, mostrando-se mais eficaz na degradação do efluente têxtil que o tratamento biológico isoladamente, indicando a viabilidade do prosseguimento do estudo e uma rota promissora no tratamento de efluentes têxteis industriais. |