Acinetobacter spp. em indivíduos com fibrose cística: identificação das espécies, resistência a antimicrobianos e relação clonal
Ano de defesa: | 2013 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Microbiologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/14392 |
Resumo: | O gênero Acinetobacter, particularmente a espécie A. baumannii, emergiu como um problema de saúde pública mundial, capaz de persistir no ambiente por longo tempo e de apresentar multirresistência a uma vasta gama de antimicrobianos. Curiosamente este gênero não é usual em Fibrose Cística (FC). Uma hipótese por nós levantada é que esta baixa frequência poderia estar relacionada, em parte, com a colonização por outras espécies do gênero, de difícil caracterização laboratorial e que podem ser subestimadas. Diante disto, e da ausência de estudos amplos sobre o papel deste microrganismo em pacientes com FC, este trabalho objetivou identificar as espécies do gênero Acinetobacter, investigar a presença de genes de resistência, determinar o perfil de suscetibilidade a antimicrobianos e a relação clonal entre as amostras obtidas de pacientes com FC atendidos em dois centros de referência no Rio de Janeiro. Trinta e oito amostras de Acinetobacter spp., isoladas de 29 pacientes com FC no período de junho de 2005 a março de 2010, foram identificadas por métodos fenotípicos e por quatro técnicas moleculares diferentes. O perfil de suscetibilidade a 11 antimicrobianos utilizados na prática clínica foi realizado por difusão em ágar. As Concentrações Inibitórias Minimas para tobramicina e polimixina foram determinadas pelos métodos de microdiluição e de gradiente de difusão (teste-E). A pesquisa dos genes de resistência para β-lactamase foi realizada por PCR e a genotipagem das espécies foi realizada por PFGE. Neste estudo Acinetobacter spp. foi mais frequente em pacientes pediátricos, sendo alto o percentual de espécies de A. não baumannii isoladas. Das diferentes técnicas moleculares de identificação utilizadas, o sequenciamento parcial do gene rpoB mostrou ser o método mais acurado. Discordando do que é observado nas amostras hospitalares, as amostras de pacientes com FC deste estudo, incluindo as amostras de A. baumannii, apresentaram percentuais elevados de suscetibilidade para a maior parte dos antimicrobianos testados, havendo somente duas amostras multirresistentes (MR), ambas portadoras do gene blaOXA-23-like. Os genes codificadores de CTX-M-15 e SHV-121 foram pela primeira vez detectados em A. baumannii e A. pittii de pacientes com FC, todas apresentaram resistência a cefepima ou cefotaxima. Houve uma grande diversidade clonal entre as amostras, porém, dois clones de A. pittii, portadores de genes blaCTX-M-15 e blaSHV-121, foram compartilhados por pacientes distintos no mesmo período. Estes resultados apontam para um perfil epidemiológico característico deste grupo de pacientes assistidos nos centros de referência incluídos no trabalho, distinto de outros pacientes hospitalizados nos mesmos centros. Nos alertando para a importância clínica de espécies de A. não baumannii, e do seu potencial como fonte silenciosa de transmissão de genes de resistência. |