As formas remissivas gramaticais de textos do ensino fundamental II de dois municípios do estado do Rio de Janeiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Santiago Filho, Manoel Felipe
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/6918
Resumo: Um texto é uma unidade comunicativa que obedece a um conjunto de critérios de textualidade intrínsecos à sua construção. Reúne aspectos linguísticos, socioculturais e cognitivos e torna interlocutores construtores desse texto. Esses tornam objetos-do-mundo real em objetos-de-discurso por meio de mecanismos e estratégias de referenciação enquanto atividade discursiva em meio a uma comunidade de fala. A comunidade a que nos dispomos examinar é a comunidade escolar, particularmente os alunos do Ensino Público Fundamental II de 2 municípios do Estado do Rio de Janeiro, a saber: Rio de Janeiro e Araruama. Nosso corpus de pesquisa é formado por 76 composições dos gêneros dissertativo-argumentativos e narrativos subdivididos pelas quatro turmas, a turma A de alunos de Araruama; e, as turmas do Rio de Janeiro, B da zona oeste, C e D da zona norte. Nosso objetivo geral foi analisar, quantitativa e qualitativamente, os textos produzidos nessas turmas; especificamente, as estratégias de coesão por referenciação no trato das formas remissivas gramaticais presas e livres em expressões nominais contidas nas redações desses alunos. Trabalhamos com a hipótese geral de que os alunos possuem um padrão redacional que privilegia algumas formas remissivas em seu discurso em detrimento a outras formas. Isto demonstraria uma puerilidade na expressão discursiva desses alunos que os remete à fronteira da oralidade. Isto se comprova quando se verifica a preferência deles por formas remissivas gramaticais presas e a superioridade da escrita de determinantes à esquerda do núcleo dos sintagmas nominais SN. Para tal, utilizamos o aporte teórico de Koch (1989 /2010, 1997, 2001, 2005 /2012, 2006, 2008), Koch & Travaglia (2001), Koch & Elias (2009 /2012), Koch, Morato& Bentes (2012), Antunes (2010), Marcuschi (2001, 2008), Mussalim & Bentes (orgs.) (2008), Mondada & Dubois (1995), Apothéloz & Reicher-Beguelin (1995)