Universidade do Ar: nas ondas do rádio se formam os professores secundaristas (1941 1944)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Leyendecker, Niely Natalino de Freitas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Formação de Professores
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Educação - Processos Formativos e Desigualdades Sociais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/9911
Resumo: Este trabalho tem o objetivo de analisar a Universidade do Ar, curso de formação pedagógica, destinado aos professores da educação secundária e transmitido pela Rádio Nacional (1941 1944. A partir da centralidade assumida pela educação no Estado Novo (1937 -1945), os micros contextos - que estruturaram a educação secundária e tornaram a Universidade do Ar essencial para o magistério secundário - são problematizados. Assim, em meio às correntes, liberal e católica, que disputavam a hegemonia do ensino no país, o projeto configurou-se como parte integrante da formação docente e do jovem estudante, aluno secundarista. Este estudo justifica-se pela necessidade de compreender a Universidade do AR e o seu pioneirismo na formação de professores na modalidade a distância. Para isso, analisamos a composição de seu corpo docente, suas tessituras sociais, com base nas redes de sociabilidades (Sirinelli, 2003). O recorte temporal compreende o período em que o programa foi desenvolvido no contexto educacional do Estado Novo. A análise metodológica da pesquisa pauta-se em Revel (1998 e 2010), que auxilia-nos a direcionar o olhar sobre o objeto. Buscamos ainda, analisar as apropriações e representações, com base em Chartier (1988), que os professores da Universidade do Ar fizeram do programa, tendo como base os inquéritos publicados no jornal A Noite, na semana de seu lançamento. A partir do olhar macro dos contextos histórico e político, ajustamos nossas lentes sobre a concepção de universidade que se buscou implementar no Brasil, na qual a Universidade do Ar veio como instrumento de formação, não só pedagógica, mas de costura entre o ensino secundário, formador das elites dirigentes, diante da concepção de ensino difundida pelo Estado Novo. As fontes contam com as cartas trocadas entre alunos e professores da Universidade do Ar, documentos da Rádio Nacional referentes ao programa, disponibilizados no acervo do Arquivo Nacional; além de matérias impressas dos jornais A Noite, Jornal do Brasil e Diário de Notícias, consultadas na Hemoreteca Digital da Biblioteca Nacional.