A atualização do habitus da enfermeira obstétrica no processo de implantação do modelo humanizado na maternidade Alexander Fleming (1998-2004)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Porfirio, Aline Bastos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Enfermagem
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Enfermagem
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/11193
Resumo: Trata-se de um estudo de natureza histórico-social cujo objeto é a atualização do habitus da enfermeira obstétrica durante o processo de implantação da assistência humanizada na maternidade Alexander Fleming, no período de 1998-2004. Os objetivos deste estudo são: descrever as circunstâncias da inserção das enfermeiras obstétricas na assistência ao parto humanizado na maternidade Alexander Fleming; analisar as estratégias de luta no processo de implantação das práticas humanizadas na maternidade Alexander Fleming e discutir as repercussões da implantação do modelo humanizado de assistência ao parto na maternidade Alexander Fleming sobre o campo obstétrico. O estudo apóia-se nas noções teóricas de campo, habitus, poder simbólico, luta simbólica e capital do sociólogo Pierre Bourdieu. O método utilizado foi a história oral temática. Na análise foi realizada a triangulação de dados, através da articulação dos depoimentos orais com os documentos escritos à luz das noções teóricas. Os resultados apontaram que no período estudado havia um contexto favorável ao Projeto de Implantação da Assistência de Enfermagem à Gestante e a Parturiente (PIAEGP). As estratégias utilizadas para o PIAEGP foram: a lotação e o remanejamento interno de enfermeiras da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ) interessadas em atuar na área obstétrica; a capacitação dessas profissionais foi realizada em parceria com a Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FENF/UERJ), com as feministas que atuavam na SMS-RJ e com as lideranças políticas da enfermagem obstétrica. A partir da inserção das enfermeiras no centro obstétrico da maternidade Alexander Fleming, as lutas pela defesa de sua identidade legítima e de suas práticas obstétricas se intensificaram, o que permitiu a ocupação de espaços e a imposição de sua visão de mundo segundo os princípios da humanização do parto e nascimento. Como efeitos da implantação do modelo humanizado na maternidade Alexander Fleming, através do PIAEGP, evidenciamos: a reconfiguração do ensino do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica da FENF/UERJ e que a maternidade Alexander Fleming foi um dos pilares de sustentação para a criação da Casa de Parto Davi Capistrano Filho da SMS-RJ. A enfermeira obstétrica, por meio de suas estratégias de luta, conquistou espaços e posições que as distinguiram pelo desenvolvimento de práticas humanizadas que estavam de acordo com seu habitus atualizado.