Reconhecendo o medo como elemento fundamental na interação da mulher com a gravidez e o parto: perspectivas para o cuidado da enfermeira
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Enfermagem Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Enfermagem |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18224 |
Resumo: | Este estudo tem como objetivos: Identificar os fatores geradores de medo do parto para mulheres primigestas e primíparas, antes e após o parto; Analisar o significado do medo do parto para mulheres primigestas e primíparas e suas influências na vivência do parto normal. O estudo pertence ao projeto intitulado “Reconhecendo o medo com elemento fundamental na interação da mulher com a gravidez e o parto: perspectivas para o cuidado da enfermeira”. Realizei o estudo através de uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa com a utilização da Grounded theory (GT), na perspectiva do interacionismo simbólico. A pesquisa foi realizada no Hospital Naval Marcílio Dias, que possui serviço ambulatorial de obstetrícia, centro cirúrgico obstétrico e emergência obstétrica, situado no município do Rio de Janeiro. A população foi constituída por 26 mulheres grávidas primíparas, sendo 10 no ambulatório de pré-natal e 16 após o parto, no alojamento conjunto. Foram excluídas, as gestantes multíparas e as primíparas, que tiveram parto de emergência sem tempo hábil para o trabalho de parto, e/ou cesariana eletiva. O instrumento de coleta de dados do estudo foi um roteiro de entrevista semiestruturada e foram gravadas, no período de março a julho de 2019, a partir do consentimento da entrevistada, considerando as exigências da Resolução 510/2016. Após a análise dos dados do período antes do parto surgiram 3 categorias: Temendo o parto; Sentindo medo; Refletindo sobre a gravidez, sendo identificado a categoria central Reconhecendo que o medo acaba determinando suas escolhas no parto. Na análise do período após o parto surgiram 3 categorias: Refletindo sobre o trabalho de parto; Reconhecendo o medo e tendo que lidar com ele; Percebendo o cuidar no trabalho de parto, sendo identificado a categoria central Reconhecendo que teve que lidar com o medo na vivência do parto. A partir da junção das 2 categorias central, originou-se uma nova categoria central: Reconhecendo o medo como elemento central na relação do trabalho de parto e na gravidez. Expressa à ideia de que a mulher percebe que os medos existentes sobre o trabalho de parto só são descobertos por ela durante a gravidez. Percebe que esses medos descobertos, na verdade, são decorrentes de suas relações com seu meio e com seu próprio corpo ou consigo mesma. Por fim, reconhece que suas decisões sobre o modo de parir são tomadas em decorrência desses medos. Este estudo verificou e analisou o medo do parto como influenciador na participação das gestantes no momento do parto, com o intuito de contribuir na elaboração de formas e métodos eficazes, como as tecnologias não invasivas de cuidado de enfermagem, para ajudá-las e as deixando preparadas para o trabalho de parto e puerpério. |