Metodologia não destrutiva na extração de gametas de Arbacia lixula Linnaeus, 1758 (Echinoidea: Arbaciidae) para a utilização de embriões em bioensaios

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Alcantara, Alessandra Araujo de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia e Ciências::Faculdade de Oceanografia
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Oceanografia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20635
Resumo: Os embriões de ouriços-do-mar atuam como ferramentas de detecção de efeitos de poluentes químicos principalmente em água, e as normas da ABNT NBR 15350 recomendam a devolução dos organismos ao mar após a obtenção de gametas, tornando-se importante que se obtenham procedimentos de indução e extração de gametas de ouriços-do-mar adultos que reduzam a taxa de mortalidade, ou que sejam totalmente não-destrutivos. Observando, assim, se fez necessário a obtenção de métodos menos invasivos, ou que sejam totalmente não destrutivos, diminuindo as taxas de mortalidade dos animais. Portanto, os objetivos do presente estudo foi desenvolver metodologia não destrutiva de extração de gametas utilizando a espécie não convencional Arbacia lixula, além de validar a técnica da reprodução in vitro e desenvolvimento até a fase pluteus, e com isso, contribuir para o aperfeiçoamento das normas e da legislação referente a bioensaios com ouriços-do-mar (Normas ABNT, Deliberação do IBAMA). Foram coletados 386 ouriços-do-mar de duas praias do Rio de Janeiro, as análises foram realizadas através de indução química para emissão de gametas com injeção de 150 μL da solução de KCl 0,5 M nas gônadas dos animais. Após a fertilização dos animais, as células foram observados por microscópio óptico para análise dos estágios de desenvolvimento embrionário. Durante 15 meses, entre os meses de fevereiro de 2022 a abril de 2023, foram realizados mensalmente as experimentações do método não destrutivo para A. lixula, utilizando o mínimo de 20 animais, respeitando o período da primeira quinzena de cada mês. 386 ouriços-do-mar receberam o método químico otimizado. Deste montante, apenas dois animais não sobreviveram após os ensaios, enquanto 384 do total de espécimes testados se mantiveram saudáveis e devolvidos ao seu habitat natural após os ensaios. Os animais utilizados na experimentação tiveram desovas entre os meses de fevereiro de 2022 a setembro do mesmo ano, porém, somente a partir do mês de março de 2022 foi realizado o experimento com fertilização. Apresentando a maior quantidade de animais ovados para o mês de junho, o percentual de desenvolvimento a pluteus chegou apenas a 30% após a incubação, apresentando 3% de prisma (estágio embrionário pré pluteus), 40% para ovos fecundados, e um percentual de 27% em óvulos que não fecundados. Enquanto para o mês de julho o percentual de desenvolvimento a pluteus atingiu o valor de 80%, considerando este o valor mínimo para utilização em ensaios ecotoxicológicos e o maior valor atingido durante toda a experimentação. Foi observado também o percentual em estágio de prisma em 12%, 4% para desenvolvimento embrionário, 3% para ovos fecundados e apenas 1% em óvulos não fecundados. O método não destrutivo proposto aplicado a espécie A. lixula se mostrou eficaz quanto a preservação dos animais, sendo devolvidos saudáveis ao habitat natural após os ensaios, com desovas atípicas para o período, comparados aos estudos anteriores, A. lixula se mostrou inviável neste estudo de reprodução, com isto, necessita-se de novos estudos para avaliar a periodicidade reprodutiva da espécie com uma duração de tempo maior das que foram realizadas neste trabalho.