Memórias sobre o cuidado como um direito em disputa: encontros e desencontros na efetivação dos direitos das mulheres

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Lourenço, Elaine Maia da Silva Beruthe
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
SUS
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20263
Resumo: A escrita falada que se apresenta nesta dissertação é um convite à coalizões efetivas para melhorias no cenário brasileiro da atenção à gestação, parto, nascimento e puerpério a partir da efetivação dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. A partir de um mergulho na forma que esta escrita se constrói, o fio da meada da construção do objeto deste estudo, os caminhos que a estruturam a partir da experiência vivida e seu conceito como Bondía(2002) aborda, apresento os encontros e desencontros na efetivação dos direitos das mulheres através das experiências cotidianas da prática profissional, costuradas aos significados, desafios e memórias despertadas na interação com mulheres, meninas e a pauta dos direitos. Através de bell hooks reflito sobre modos de experiência na formação que afeta e é afetada para melhor cuidar. A partir de marcos políticos e avanços da políticas públicas do SUS, de atenção ao parto e nascimento, descrevo memórias de vinte e dois anos de prática profissional como enfermeira. Com os dados do inquérito Nascer no Brasil, que revela o cenário obstétrico brasileiro do início do século XXI, trago reflexões sobre umas das maiores pautas a ser enfrentada para a real humanização do parto e nascimento e de todas as práticas de saúde em mulheres: a violência obstétrica. Os direitos sexuais e reprodutivos e sua construção, abrem a conversa em que convido à mesa desta escrita para compor coletivamente, autores para emprestarem-me suas falas-escritas na reflexão interseccional acerca das maternidades de mulheres negras e seus direitos violados historicamente. Considerando que a Rede Cegonha e seu componente Acolhimento podem ser potentes na redução das iniquidades na saúde das gestantes e recém-nascidos, é preciso revisar práticas do cotidiano profissional nos serviços de saúde. Nesse sentido, novos conteúdos para além de protocolares, dependem também de um aprendizado e reflexão sobre direitos e violações desses, para toda rede multiprofissional de cuidado em saúde. Aprendizados a partir de vivências, somados ao conhecimento técnico, são importantes norteadores de políticas dimensionadas para o cuidado humanizado, individualizado e respeitoso.