A lógica da guerra: as metáforas conceptuais em disputa na construção da narrativa do Movimento Escola sem Partido

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Caroline Martins da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
War
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/6283
Resumo: Neste estudo, objetiva-se analisar como se dá a conceptualização de educação pelo Movimento Escola Sem Partido (EsP), à luz da Linguística Cognitiva, baseando-se, sobretudo, na Teoria da Metáfora Conceptual e nos conceitos de modelos cognitivos idealizados (MCIs) (LAKOFF; JOHNSON, 2002[1980]), esquemas imagéticos e categorização. Além disso, pressupostos basilares da Linguística Cognitiva, como perspectivização, experiencialização e corporificação, mostram-se fundamentais, visto que o corpo foi compreendido a partir de uma relação de implicação (MATURANA; VARELA, 2015) no contexto em que está inserido. Dentro dessa lógica, levou-se em consideração a o conceito de instituição (LOURAU, 1993) e micropoderes (FOUCAULT, 2017) entendendo a dinamicidade da educação, o que auxiliou na compreensão das metáforas conceptuais, a serem dadas, segundo o sistema conceptual deste corpo em um contexto específico dotado de efeitos de poder. Acredita-se, assim, que, devido a uma polarização dada também pelos contextos global e local (KÖVECSES, 2010b) , principalmente ideológica, o EsP experiencia o domínio EDUCAÇÃO em termos de GUERRA. Essa metáfora mais genérica é sustentada por outras que anunciam um simulacro (MAINGUENEAU, 2008) do que o EsP acredita ser educação e todos os agentes que a envolvem, tem-se assim: EDUCAÇÃO É PRISÃO; EDUCAÇÃO É MERCADO; EDUCAÇÃO É PARTIDO POLÍTICA; EDUCAÇÃO É FÁBRICA; SER HUMANO É CONTÊINER. O surgimento dessas metáforas, ao longo da análise, coloca em xeque dois alicerces do EsP: a neutralidade e o apartidarismo