Exportação concluída — 

Cotidiano e questão urbana: o Rio de Janeiro entre as políticas públicas e a precarização

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Bastos, Gabrielle Siqueira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Faculdade de Serviço Social
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Serviço Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15941
Resumo: Essa dissertação representa um esforço teórico e prático na busca de conectar os vínculos estruturais entre a condição de vida urbana, os modos de apropriação do espaço e as contradições das desigualdades inerentes à expansão capitalista no acelerado processo de urbanização das cidades, tendo a cidade do Rio de Janeiro como objeto de análise e observação empírica. A motivação principal está em tratar qual impacto da urbanidade na realização da vida coletiva, tendo como pano de fundo a experiência profissional de trabalho social nas áreas da saúde pública e habitação popular. Nesse sentido, foram levantados alguns dados empíricos que revelam as mudanças no comportamento e nas práticas sociais - estas associadas à condição de vida no meio urbano, tais como: o déficit habitacional, o acesso precário ao saneamento, o cotidiano da violência nos espaços populares de moradia, a peleja na mobilidade urbana e os dados da saúde pública com destaque para o alarmante e crescente índice de mortalidade de jovens por causas externas (morte violenta). Procurou-se, para tanto, fazer um mergulho na história e buscar algumas explicações, a partir dos clássicos da teoria política (Hobbes, Locke, Rousseau, Marx e Engels) sobre a realização da vida coletiva, as formas de regulação social, o papel do Estado e a concepção de cidadania burguesa características ainda presentes que revelam a lógica da sociabilidade marcada pela órbita do capital na modernidade. Procurou-se nessa análise constatar o quanto que a lógica da propriedade privada ainda delineia o formato de regulação da vida social na atualidade. O urbano aqui constitui o espaço onde se processam as relações econômicas, sociais e políticas, e, portanto, espaço de gestão de interesses financeiros que devem ser regulados através de instrumentos legais. Destaca-se que alguns instrumentos vêm sendo apropriados na atual gestão da cidade do Rio de Janeiro numa concepção excessivamente gerencial, matizando uma lógica de política urbana que contradiz a função social da propriedade. A especulação do uso do solo, a irregularidade e precariedade da moradia, as dificuldades na mobilidade urbana marcam o cenário da cidade e reproduzem as condições sociais e o cotidiano da vida urbana.