Efeitos e mecanismos relacionados à redução do tamanho do habitat aquático sobre a interação predador-presa
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/20126 |
Resumo: | A redução do tamanho do habitat em ecossistemas aquáticos facilita o encontro entre predadores e presas através de dois mecanismos: a diminuição da altura da coluna d’água, diminuindo o espaço de deslocamento verticaldos organismos, e a redução do volume de água, que concentra as presas. Até o momento, nenhum estudo avaliou isoladamente os efeitos destes dois mecanismos sobre a interação predador-presa. O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos isolados da redução da altura da coluna d’água e do volume d’água sobre as taxas de predação e as curvas de resposta funcional de predadores com diferentes modos de forrageio. Foram feitas interações entre predadores de busca ativa (Buenoa sp., Hemiptera) ou tocaieiros (Pantala flavescens e Lestes sp., Odonata) com presas de hábito pelágico (Argyrodiaptomus paggi, Copepoda) ou com menor mobilidade pela coluna d’água (Culex sp., Diptera). Cada interação predador-presa ocorreu em três tratamentos: altura e volume d`água altos (H+V+), altura d`água baixa e volume d`água alto (H-V+) e altura e volume d`água baixos (H-V-). No primeiro experimento, 1 predador interagiu por 24h com uma abundância fixa de presas da mesma espécie, sendo obtidas as taxas de predação. Já no segundo, 1 predador interagiu por 2h com diferentes abundâncias de presas da mesma espécie, sendo obtidas as curvas de resposta funcional. Foram feitas análises de contraste entre os tratamentos com diferentes alturas da coluna d`água (H+; H-) e volumes de água (V+; V-). As taxas de predação foram maiores em V- em relação a V+ para as interações de Pantala e Buenoa com a presa Argyrodiaptomus. Também foi observado o aumento das taxas de ataque e a diminuição do tempo de manuseio nas curvas de resposta funcional obtidas em V- em relação a V+ para os predadores Pantala e Lestes predando Argyrodiaptomus. Não houve nenhuma diferença significativa entre os tratamentos quando Culex foi utilizado como presa. Conclui-se que a redução do volume de água foi o principal mecanismo responsável pelas alterações nas interações entre predadores e presas. Além disso, os efeitos da redução do volume de água dependem do comportamento da presa e do modo de forrageio do predador, sendo os predadores tocaieiros mais beneficiados e as presas com alta mobilidade mais consumidas. Assim, a redução do tamanho do habitat aquático poderá causar alterações na estrutura trófica de ambientes aquáticos |