Inter-relação entre a esquistossomose mansoni e a síndrome metabólica no modelo C57BL/6
Ano de defesa: | 2017 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Biologia Humana e Experimental |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/7804 |
Resumo: | O objetivo desse trabalho foi investigar a inter-relação entre a esquistossomose mansoni e a síndrome metabólica no modelo experimental C57BL/6. Aos dois meses de idade, camundongos machos receberam uma dieta padrão (10g de lipídios/100g de dieta) ou hiperlipídica (60g de lipídios/100g de dieta). Após 90 dias do início da administração da dieta, dois grupos foram infectados por via subcutânea com aproximadamente 80 cercarias de Schistosoma mansoni (cepa BH): infectado dieta padrão (ISC, n=9) e infectado dieta hiperlipídica (IHFC, n=10). Os controles não infectados foram: dieta padrão (SC, n=5) e dieta hiperlipídica (HFC, n=9). Na sétima semana de infecção, os grupos infectados foram submetidos a exame parasitológico e na seguinte em todos os grupos foi realizado o teste oral de tolerância à glicose. A eutanásia ocorreu vinte e uma semanas após o início da administração da dieta e com 9 semanas de infecção. Amostras de sangue foram coletadas para análise bioquímica (colesterol total, triglicerídeos, HDL e LDL), os depósitos de gordura visceral e fígados foram removidos e pesados. Amostras de fígado foram submetidas a processamento histológico de rotina e coradas com Hematoxilina e Eosina, Picrosírius e Tricrômico de Masson. Análises estereológicas (D36; disector), morfométrica (área e perímetro), verificação da composição celular dos granulomas periovulares e quantificação dos pontos de infiltrados inflamatórios foram realizados. Os grupos foram comparados pelos testes de Kruskall Wallis, comparações múltiplas de Dunn´s ou análise de variância ANOVA e pós teste de Tukey. Os valores de p≤0,05 foram considerados significativos e os dados foram apresentados em média ± erro padrão da média (EPM). Conforme esperado, a dieta hiperlipídica induziu ao aumento de peso no grupo HFC e à síndrome metabólica, entretanto, a infecção provocou menor ganho de massa corporal e peso dos camundongos do grupo IHFC. Os grupos infectados tiveram maior massa hepática em relação aos não infectados. HFC apresentou menor tolerância oral à glicose seguido de IHFC. As concentrações de colesterol total, triglicerídeos e LDL foram significativamente menores em IHFC em comparação com HFC. A estereologia mostrou que SC apresenta maior densidade de volume de hepatócitos (Vv[h]) e maior densidade volumétrica dos sinusóides (Vv[s]) comparado com ISC, HFC e IHFC, maior densidade de volume de fibrose hepática Vv[hf] em IHFC em relação à ISC (p<0,05). IHFC com maior densidade volumétrica de necrose e pontos de infiltrados inflamatório no fígado Vv[n] e menor densidade de volume esteatose (Vv[st]) em relação à HFC. O grupo IHFC demonstrou ter maior densidade numérica de hepatócitos binucleados N[bh]. A morfometria dos granulomas revelou maior área e perímetro em IHFC comparados à ISC. A histopatologia confirmou os dados morfométricos e estereológicos, indicando a presença de esteatose macro e microvesicular em HFC, e redução significativa em IHFC. Os principais aspectos histológicos foram pontos de necrose, infiltrado inflamatório e hepatócitos balonizados, com singelo depósito de fibras de colágeno no grupo IHFC em comparação com ISC. Os resultados avançam no conhecimento da interelação entre a esquistossomose e dislipidemia, ao se demonstrar a concomitância entre aspectos benéficos e deletérios decorrentes dessa comorbidade. Ainda há muito mais informações necessárias para compreender verdadeiramente as complexas relações nessa comorbidade. |