Praia para quem? Segurança e usos do espaço público na operação verão no Rio de Janeiro
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Ciências Sociais Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/16643 |
Resumo: | As praias do Rio de Janeiro são consideradas um dos espaços de lazer mais democráticos da cidade, pelo acesso gratuito e por serem frequentadas por um público heterogêneo, proveniente de diversos bairros e pertencente a diferentes camadas sociais. Contudo, a Operação Verão, uma política de segurança executada nas praias pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e pela Guarda Municipal, pode questionar os limites desta democracia. Entre seus objetivos, a Operação Verão visa prevenir os chamados arrastões, uma modalidade coletiva de furtos e roubos, supostamente cometida por grupos de jovens e adolescentes provenientes dos subúrbios. Consequentemente, essa categoria se torna um dos alvos principais da Operação Verão. Esta tese busca compreender os mecanismos de controle social e espacial no âmbito de lazer praiano no Rio de Janeiro, através da Operação Verão e por meio de uma observação etnográfica conduzida a partir do acompanhamento do policiamento da Guarda Municipal e da Polícia Militar na área litoral. Além disso, esta pesquisa se baseia em outras entrevistas realizadas com diversos atores que interagem nesse espaço público: a juventude proveniente das periferias, submetida a uma vigilância contínua; o público praiano, que gera a demanda de segurança na área litoral; além de algumas pessoas que trabalham na faixa de areia. As entrevistas realizadas e o estudo etnográfico do acompanhamento das forças de segurança durante a Operação Verão guiam a leitura do convívio nesse espaço público e mostram as limitações que essa medida proporciona no acesso à praia aos grupos de jovens e adolescentes das periferias considerados uma ameaça à segurança pública. O objetivo da tese é apresentar a Operação Verão através de uma análise qualitativa e demostrar como a demanda de uma praia mais segura pode gerar um mecanismo de discriminação e comprometer o acesso livre à praia para um segmento de população já historicamente criminalizado e excluído no Rio de Janeiro: a juventude suburbana. |