(IR)racionalidade médica : os paradoxos da clínica
Ano de defesa: | 1990 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/3937 |
Resumo: | O ponto de partida deste trabalho é a tentativa de examinar a prática e o saber médico nas suas articulações internas, em contraste com as análises críticas da Medicina que usualmente partem de um ponto de vista externo, seja com uma abordagem sociológica quer econômica. A partir deste referencial, constata-se que a suposta cientificidade da Medicina não se sustenta ao analisar-se seus referenciais teóricos, em especial no que diz respeito a epidemiologia, disciplina fundamental na constituição dos objetos da prática médica - as doenças - desconhecida pela maioria dos médicos. Mais ainda, categorias fundamentais do raciocínio clínico, como saúde, doença, cura e mesmo homem não são nunca definidas, como se fossem objetos naturais, dados, o que faz a razão principal da busca por atenção médica, o sofrimento, seja marginalizado dentro do pensamento médico, e que o paciente seja apagado para que surja a doença. Por fim, a partir da constatação do caráter eminentemente individualizado do exercício da Medicina, o que por si só a afasta do paradigma das ciências naturais, defende-se a adoção de uma atitude científica que permita ao médico questionar as bases de sua prática e recuperar o papel do sofrimento coma eixo principal do pensamento médico. |