Aumento dos níveis do substrato do receptor de insulina e da distribuição do receptor de glutamato fosforilado na serina 845 no hipocampo de ratos machos adultos programados por um modelo de malnutrição materna

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Barbosa, Ana Carolina Bastos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e Experimental
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/12808
Resumo: Alterações fisiológicas e metabólicas que ocorrem na vida intra-uterina ou pós-natal precoce, promovidas por um fator externo e que repercutem na vida adulta, podem ser definidas como programação metabólica. A malnutrição proteica nos estágios iniciais da vida pode causar efeitos durante o desenvolvimento e na vida adulta, como por exemplo, alterações na homeostasia da glicose, desbalanço na secreção de insulina e glicocorticoides, aumento na sensibilidade a insulina e aumento na resposta da leptina. Em um modelo de malnutrição em ratos, com administração de ração com 0% de proteína à nutriz durante os dez primeiros dias de lactação, foi demonstrado atraso na distribuição de neuropeptídeo Y (NPY) no hipotálamo e, no hipocampo, alterações no padrão de distribuição de óxido nítrico sintase (ONS) na vida adulta, além de alterações no aprendizado e memória. O objetivo desse estudo foi investigar se ratos Wistar submetidos a esse modelo de malnutrição proteica apresentam alterações nos níveis de de substrato 1 do receptor de insulina (IRS1) e na distribuição da subunidade 1 do receptor de glutamato (Glur-1) fosforilado na serina 845, no hipocampo. A partir do primeiro dia de lactação, ratas nutrizes tiveram suas ninhadas ajustadas para seis machos e foram separadas em três grupos: controle (GC), malnutrido (GM) e pair-fed (GPF). A malnutrição se deu através da administração, para a mãe, de uma ração com 0% de proteína e o controle calórico foi realizado administrando 12g de ração comercial diária para a nutriz do GPF. O GC recebeu ração comercial (22% de proteína). A ingestão alimentar da nutriz e a massa corporal da prole foram aferidas. Foram quantificados os níveis IRS1 no hipocampo da prole em P10 e P60. As distribuições de pGlur-1 (Ser 845) e células NeuN positivas também foram avaliadas no hipocampo em P10 e P60. A prole GM possuía menor massa corporal em relação ao GC a partir de P4 até P60, com exceção de P30. O GPF também possui redução na massa corporal comparado com o GC. Não foram encontradas diferenças quantitativas para IRS-1, NeuN e pGlur-1 em P10. Em P60, o GM apresentou maiores níveis de IRS1 no hipocampo e maior distribuição de pGlur-1 no CA3, em relação ao grupo controle. Não foi observada alteração no número total de neurônios. Foi possível concluir que a restrição de proteínas durante a lactação afetou o desenvolvimento da massa corporal da prole, mas não causou impactos imediatos nas moléculas IRS1 e pGlur-1 no hipocampo. Os resultados observados nos níveis de IRS1 e pGlur-1 em P60 sugerem que esses animais sofreram programação metabólica, com consequências na sinalização de insulina e no aumento de seu substrato, no hipocampo, acompanhado do aumento da fosforilação do Glur-1 na serina 845. Podemos sugerir também que esses resultados corroboram estudos anteriores de nosso grupo, que observaram melhora na memória espacial e atividade exploratória nesse modelo.