O efeito do folhiço nos processos de escoamento superficial e potencial erosivo: uma abordagem funcional em busca de mecanismos
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/5890 |
Resumo: | A serapilheira desempenha um papel fundamental na geração de escoamento superficial e potencial erosivo. Evidências apontam que esse papel é determinado pelas propriedades hidrológicas de armazenamento e drenagem, que, por sua vez, são reguladas principalmente pelas propriedades da camada de serapilheira e das características do folhiço das diferentes espécies. Propriedades estruturais da camada de serapilheira, como massa e profundidade, foram observadas influenciando a geração de escoamento superficial. No entanto, ainda não sabemos quais características das espécies determinam as propriedades hidrológicas da serrapilheira e seu impacto nos processos hidrológicos e erosivos. Aqui, abordamos essa questão revendo a literatura (Capítulo 1) e conduzindo um experimento de simulação de chuva (Capítulo 2). Com base em nossa revisão da literatura, nossa hipótese é que as características do folhiço das espécies podem alterar significativamente os processos hidrológicos. Mais especificamente, esperávamos que a área foliar (espectro do tamanho e forma - ETF) afetasse a capacidade de estoque (C) negativamente e a drenagem lateral positivamente, que consequentemente, determina negativamente a geração de escoamento e a produção de sedimentos, bem como a repelência foliar (aqui proposto espectro hidrológico - EH), enquanto que retenção foliar e capacidade de retenção de água (também EH) relação inversa. Nossos resultados mostraram que serapilheira de diferentes espécies de plantas diferem fortemente em sua capacidade de estoque (C), escoamento superficial (RUNOFF) e produção de sedimentos (SEDIM). Também mostramos que as características das espécies podem explicar a variação em C (R² = 0,60, p <0,0001), drenagem lateral (R² = 0,54, p <0,001), RUNOFF (R² = 0,59, p <0,001) e SEDIM (R² = 0,17 p = 0,01). Nossos modelos confirmam, em parte, nossa hipótese, com exceção da esperada para a repelência foliar. Estes resultados demonstram o desempenho das forças de capilaridade e coesão/adesão concomitantemente sobre o escoamento em diferentes espécies. Além disso, apenas o EH, mais especificamente a retenção foliar e a capacidade de retenção de água, afeta o SEDIM (negativo). Compreendendo o efeito dessas características nos processos hidrológicos e erosivos, é possível prever o comportamento de diferentes comunidades vegetais no funcionamento hidrológico em diferentes ecossistemas. Desta forma, nossas descobertas podem ter importantes implicações como ferramenta de gestão para programas de restauração florestal, conservação da biodiversidade e engenharia de ecossistemas |