Cenários alimentares para redução de prevalências de inadequação de ingestão de nutrientes no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Santos, Quenia dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/4763
Resumo: A tese descreve cenários para redução das prevalências de inadequação de ingestão de nutrientes no Brasil, baseados em dados do primeiro Inquérito Nacional de Alimentação (INA), realizado em 2008/2009, com 34003 indivíduos, maiores de 10 anos de idade. O consumo alimentar usual foi estimado usando dois dias não consecutivos de registro alimentar. O consumo usual de nutrientes e de alimentos foi estimado pelo método do National Cancer Institute que corrige a variabilidade intraindividual do consumo. Os resultados são apresentados em quatro artigos. No primeiro artigo, face à importância do consumo de ácido fólico por mulheres em idade reprodutiva para prevenir defeitos do tubo neural, e diante da grande disponibilidade de suplementos de ácido fólico de diferentes doses, avaliou-se a segurança do uso desses suplementos nessa população. Cinco cenários foram simulados somando-se diferentes doses diárias de fortificação ao ácido fólico oriundo dos alimentos consumidos. Comparou-se o total de ácido fólico com o nível máximo de ingestão tolerável para definir a dose segura de suplementação e concluiu-se que o uso de suplementos de até 700 mcg de ácido fólico é seguro. O segundo artigo apresenta um método simples para avaliar a fortificação mandatória de farinhas de milho e trigo no Brasil. O ferro foi estimado com base nos dados de consumo de ácido fólico, pois é possível calcular separadamente o folato proveniente dos alimentos. O impacto da fortificação em relação ao consumo de ferro é baixo no Brasil. No terceiro artigo, utilizando a técnica de programação linear uma dieta otimizada foi obtida que atinge a maioria das recomendaçõess para 22 nutrientes, com base no consumo usual em adultos e idosos brasileiros. O quarto artigo avaliou a aderência à Dieta Mediterrânea adaptada à realidade brasileira, priorizando os alimentos mais consumidos no Brasil. Utilizaram-se técnicas de simulação, a fim de avaliar mudanças na prevalência de inadequação de ingestão de nutrientes no Brasil em dois cenários. No primeiro cenário, assumiu-se que a ingestão de alimentos seguiria a distribuição normal; no segundo, a distribuição de alimentos seguiria a distribuição com desvio para a direita observada no INA para todos os grupos de alimentos. Para o cálculo das prevalências de inadequação de ingestão de nutrientes valores de Estimated Average Requirement foram usados como ponto de corte, exceto para o sódio em que foi usado o Tolerable Upper Intake Level. Conclui-se que se a população brasileira adotasse a dieta Mediterrânea, as prevalências de inadequação de ingestão de nutrientes seriam bem menores que as atuais, em ambos os cenários. As diferentes analises e resultados obtidos podem informar as políticas públicas pois convergem no sentido de que é possível atingir as recomendações para ingestão de nutrientes, com o uso de alimentos locais que fazem parte do hábito alimentar do brasileiro.