Expressão proteica de proteoglicanos e outros componentes da matriz extracelular no estroma das diferentes regiões da próstata humana normal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Monteiro, Filipe Gabriel Reis
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Biologia Humana e Experimental
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/23487
Resumo: A hiperplasia prostática benigna (HPB) e o câncer de próstata (CaP), são consideradas algumas das patologias mais frequentes no homem adulto. A incidência particular destas doenças em regiões específicas da próstata levam a conjectura da existência de heterogeneidade nas zonas propostas por McNeal. Este estudo teve por objetivo analisar a composição do estroma destas diferentes zonas, com foco em proteoglicanos; para isso, foram coletadas amostras de próstata normais de jovens adultos com idade entre 17 e 28 anos, as quais posteriormente foram seccionadas para análises histológicas e bioquímica de colágeno total. Foram usados anticorpos primários contra α-actina, decorin, biglycan, versican V1 e fibronectina. A imunomarcação foi avaliada a partir do método colour deconvolution e as médias entre as zonas foram comparadas usando one-way ANOVA seguido pelo método Holm-Sidak, os resultados foram considerados significativos quando p < 0,05. O material estudado compreendeu a uma amostra homogênea de adultos jovens. O ensaio bioquímico de hidroxiprolina variou significativamente entre as zonas da próstata (p < 0,001). O conteúdo de fibronectina, biglycan e decorin também mostraram variações estatisticamente distintas no estroma de cada uma dessas zonas (p < 0,001; p = 0.003; p < 0,001 respectivamente). O versican V1, apesar de não variar em densidade por região (p = 0,357), foi caracterizado por sua marcação quase que exclusivamente em nervos. A marcação de α-actina também não variou em quantidade e intensidade (p = 0,404). O estudo mostra uma forte evidência da existência de heterogeneidades entre as diferentes zonas da próstata humana normal, a qual podem estar associadas a mecanismos protetores ou fisiopatológicos diferenciados entre elas.