Perspectivas do espaço e suas significações: o papel da inserção do Espaço Fluminense no final do século XIX, nas obras Memorial de Aires, de Machado de Assis, e O encilhamento, de Visconde de Taunay

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Vargas, Paula Anton
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/6240
Resumo: Este trabalho demonstra uma análise do espaço fluminense ao final do século XIX, a partir de um ideário estipulado por Machado de Assis, em sua obra Memorial de Aires, com herança de Esaú e Jacó, e por Visconde de Taunay, em sua obra O Encilhamento. A escolha de ambos os romances se deu graças ao compartilhamento temporal e espacial das narrativas: ambas se desenrolam ao final do século XIX no espaço do Rio de Janeiro. Com esse recorte bastante específico, foi possível analisar o ideário de transformação que permeou a mudança do século, ligada à constante modernização da metrópole e como essas mudanças são transpostos em simbolismos nos dois romances. Para tal análise, a metodologia acerca de espaço de Bourneuf, Dimas, Moretti e Blanchot foi extremamente relevante, demonstrando a necessidade de se estabelecer padrões verificáveis e objetivos para analisar os simbolismos encontrados. A partir da análise dos simbolismos, foi possível elaborar "mapas" que funcionem como esclarecedores de tendências tais como a do sentimento de pertencimento ao Rio de Janeiro, ainda que Aires seja uma personagem que tenha vivido muitos anos fora do Rio. Conforme as observações, há perspectiva ligada à memória e à transformação nas narrativas analisadas, assim como a demonstração de padrões já indicados na fortuna crítica de Machado, como o simbolismo de certos meios de transporte como indicadores de riqueza