Condicionantes metalogenéticos para Ni-Cu em sulfetos do corpo metabásico do Córrego do Oliveira, Região Serrana do RJ
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia e Ciências::Faculdade de Geologia BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Análise de Bacias e Faixas Móveis |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/7157 |
Resumo: | O corpo máfico-ultramáfico do Corrego do Oliveira, localizado entre os municípios de Duas Barras e Sumidouro (RJ), é um sill máfico-ultramafico encaixado nos ortognaisses do Complexo Rio Negro próximo ao contato com quartzitos e rochas calcissilicaticas da Sequência Metassedimentar Andrelândia. A ocorrência de sulfetos disseminados nas rochas do corpo e a configuração geológica local abrem a possibilidade metalogenética para sistema de sulfetos de Ni-Cu-(PGE), seguindo modelos da literatura. O presente trabalho visa caracterizar o corpo máfico-ultramáfico e suas mineralizações através de mapeamento geológico, estudos geoquímicos, petrográficos e de química mineral. Segundo o estilo estrutural, o corpo é composto por rochas da Fácies Orientada e Fácies Isotrópica. Esta última preserva parte do registro ígneo parcialmente superposto pelas texturas e paragêneses metamórficas. Anomalias negativas de Nb e Ti, e anomalia positiva de Pb, em conjunto com os padrões de elementos terras-raras indicam correlação genética com as rochas do Complexo Rio Negro. O alto conteúdo de MgO (11.3 15.4 %) e as razões Mg/Fe em enstatita (60 75) indicam composições moderadamente primitivas com relativo alto grau de fusão na fonte, que está relacionado a alta disponibilidade de Ni e outros metais calcófilos no magma. Estudos petrográficos e análises de química mineral confirmaram a presença de calcopirita e pentlandita como zonas e flamas de exsolução em pirrotita. Composições isotópicas δ34S enriquecidas (+4.50 / +6.21) e conteúdos anomalamente altos de SiO2 (50.8 52.3 %) sugerem assimilação de rochas crustais, adicionando sílica e/ou enxofre no sistema, o que pode ter condicionado a saturação de enxofre no magma e, consequentemente, a formação do líquido de sulfeto. A presença de sulfetos como inclusões em minerais máficos, a existência de fases exsolvidas de Ni e Cu e os valores das razoes Cu/Zr das rochas associadas que não contem sulfetos, sugerem que a segregação do líquido de sulfeto ocorreu em momento anterior ou concomitante à cristalização dos minerais silicaticos. As evidências confirmam a existência de sulfetos ricos em Ni e Cu configurando o sistema metalogenético e sugerindo potencial para este tipo de depósito. Não foram encontradas evidências da presença de PGE. Novos estudos a respeito da idade de cristalização e da distribuição de zonas máficas e ultramáficas no corpo do Córrego do Oliveira estão em andamento para melhor compreensão do sistema metalogenético e para determinação de possíveis zonas de acumulação de sulfetos. A possibilidade de se gerar prospectos deste elementos em contexto geológico similar são interessante oportunidade para a pesquisa mineral e economia do Estado do Rio de Janeiro, tanto quanto para a economia nacional. |