Desenvolvimento de um escore genético de risco para avaliação de prognóstico em pacientes com insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Faculdade de Ciências Médicas BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8547 |
Resumo: | A utilização de escores de risco genético já está sendo testada com sucesso em alguns cenários clínicos. No entanto, para insuficiência cardíaca (IC) ainda não há descrição de um painel genético robusto para avaliação prognóstica desses pacientes. Este estudo tem por objetivo avaliar a relação entre um escore de risco genético (ERG) e desfechos clínicos em indivíduos com IC com fração de ejeção reduzida. Para tal, em uma coorte de 178 pacientes, foram identificadas as variantes dos polimorfismos genéticos (PG) do receptor beta-adrenérgico-tipo1 (Rβ1), enzima conversora da angiotensina, óxido nítrico-sintase, aldosterona-sintase e angiotensinogênio. Foram realizadas duas etapas complementares na construção do ERG. O ERG foi construído a partir de cinco PG multissistêmicos. Inicialmente, analisou-se a relação isolada entre PG-Rβ1 e desfechos clínicos. Esse resultado foi considerado em conjunto com dados da literatura para determinar os alelos de risco utilizados na construção do ERG. Em seguida, o ERG foi calculado a partir da soma do número de cópias de alelos de risco de cada PG (variação: 0-10). A população foi estratificada em dois grupos pelo tempo de doença: IC Inicial (<72 meses) ou IC Tardia (≥72 meses). Os principais desfechos clínicos considerados foram: óbito, internação por IC. Foi adotado nível de significância de 5%. Foram encontrados os seguintes resultados: as médias da coorte foram: 63,5% de homens e 55,1% brancos. A etiologia da IC foi predominantemente isquêmica (31,5%), idiopática (23,6%) e hipertensiva (15,7%). Na primeira etapa de avaliação do PG-Rβ1 uma análise preliminar com tempo de seguimento de 6,7 anos, tempo de doença 8,9 anos e média de idade de 64,4 anos, observou-se uma relação significativa entre os genótipos e óbitos (p=0,026) com o Gly-Gly associado a melhor prognóstico. O alelo Gly teve um efeito protetor independente mantido após análise multivariada e foi associado à redução na chance de óbito de 63% (p=0,03; Odds Ratio: 0,37 IC95%: 0,15-0,91). Para análise principal do trabalho relacionada ao ERG, os tempos de acompanhamento e de doença foram maiores 8,1 anos e 10,3 anos respectivamente, com uma média de idade de 65,8 anos. O escore foi dividido em duas faixas segundo o número de cópias de alelo de risco: Baixo (0-5) e Alto (6-10). Foram 123 pacientes (69,1%) classificados como ERG Alto. O ERG Alto foi associado a menor sobrevida na IC Inicial (p=0,018). Em análise multivariada, ERG Alto associou-se ao dobro de risco de morte (HR=2,01; IC95%: 1,21-3,33; p=0,007). Não houve associação significativa entre ERG e desfechos clínicos ou sobrevida após 72 meses de doença. Em conclusão: a presença do PG-Rβ1 Gly-Gly associou-se a melhor evolução clínica e o alelo Gly foi preditor de menor risco de mortalidade, independente de outros fatores. O ERG, construído a partir de cinco polimorfismos, foi identificado como preditor de sobrevida na fase inicial da IC. O ERG associou-se ao dobro de risco de mortalidade numa fase inicial da IC independentemente de outros fatores. |