O passado no presente: contributos para a análise da complexidade do “Morar Feliz” em Campos dos Goytacazes/RJ
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Faculdade de Serviço Social Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Serviço Social |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17963 |
Resumo: | A presente dissertação tem como objetivo contribuir para a ampliação do debate sobre as expropriações habitacionais, que se configuram enquanto uma das expressões da barbárie posta pelo tardo-capitalismo. Trata-se de um estudo de natureza teórico-interpretativo, por meio do qual buscamos estudar o programa de habitação de interesse social executado no município de Campos dos Goytacazes/RJ, o “Morar Feliz”, a fim de investigarmos a natureza espoliativa e expropriatória da política habitacional brasileira. A pesquisa realizada apontou para uma permanência da utilização da retórica do “risco” como forma de se obter legitimidade nos processos de reassentamentos das classes subalternizadas de áreas que interessam ao capital imobiliário. Desse modo, as classes subalternas passam a residir nas chamadas periferias das periferias, e, além de terem sido expropriadas da sua moradia passam a conviver com um sucessivo quadro de expropriações ampliadas e permanentes de bens e direitos a partir da sua inserção nos conjuntos habitacionais. Ficou evidente por meio do estudo realizado que a lógica expropriativa tem se acentuado cada vez mais, dado o quadro de crise estrutural do capital, a partir do qual as expropriações são utilizadas para conter a sua crise de sobreacumulação. Assim, no contexto vivenciado atualmente de capital imperialismo as expropriações se potencializam, tornando-se generalizadas e universalizadas, de forma que se constituem enquanto a própria forma de ser do capital, evidenciando a forma bárbara e destrutiva que o capital assume em cenário de tardo-capitalismo. |