Ultrapassando a superficialidade do mundo: sensibilidades ambientais em meio à imensidão Antártica (1910-1917)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Schnell Junior, Renato Ricardo lattes
Orientador(a): Carvalho, Alessandra Izabel de lattes
Banca de defesa: Rocha, Lucas Vinicius Erichsen da lattes, Zarrilli, Adrian Gustavo
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Ponta Grossa
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História
Departamento: Departamento de História
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3963
Resumo: Durante o século XIX, diversas expedições foram realizadas com o objetivo de desvendar a incógnita que o continente Antártico representava. Após sua descoberta em meados de 1820, se intensificaram as missões e entre os objetivos se destacava sua conquista. Isso viria a acontecer somente entre as duas primeiras décadas do século XX, acompanhado por um crescente e conflituoso cenário que ficou conhecido como “Idade Heroica da Ciência Antártica”. Essa dissertação busca analisar três das expedições que mais se destacaram entre os anos de 1910 e 1917 através dos relatos de viagem escritos por seus capitães e comandantes: os ingleses Robert Falcon Scott e Sir Ernest Shackleton e as respectivas missões do Terra Nova e Endurance e o norueguês Roald Amundsen com a expedição do Fram. A realização desses empreendimentos, mais do que importantes acontecimentos para a expansão humana pelo globo, consistem em um valioso fenômeno a ser investigado pelo fato de se tratar do último continente a ser explorado, e tudo em meio a um momento ímpar de crescente nacionalismo e de valores científicos que antecederam a Primeira Guerra Mundial. O objetivo da dissertação é ir além da análise das representações, buscando problematizar essas viagens como formas de construções sensíveis da realidade e da relação entre o corpo e mundo. As bases teóricas e metodológicas se pautam na interdisciplinaridade, ou seja, prioriza-se o diálogo com os campos da história ambiental, da ecocrítica e da antropologia, com a intenção se compreender como a natureza antártica foi percebida, experienciada e relatada por esses indivíduos.