Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Santos, Mônica Garcia dos
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Orientador(a): |
Costa, Michele Dietrich Moura
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Banca de defesa: |
Gomes, José Rosa
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Mercadante, Adriana Frohlich
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Ponta Grossa
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciências Biomédicas
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Departamento: |
Setor de Ciências Biológicas e da Saúde
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3573
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Resumo: |
O processo de diferenciação celular nos neurônios envolve a neuritogênese, que é a formação de neuritos. Os neuritos são projeções do corpo celular que se transformam em dendritos e axônios. Quando essa mudança ocorre, a célula promove as sinapses, intercomunicando-se com as outras ao seu redor. Nos estudos in vitro, existem protocolos de diferenciação que usam fatores neurotróficos e/ou ácido retinóico, combinados com soro fetal bovino (SFB) em concentrações menores das usadas para manutenção celular. Entretanto, o papel da redução do SFB ainda precisa ser definido. Neste estudo, o objetivo foi avaliar se apenas a redução de 10% para 1% ou 0% SFB poderia alterar a expressão de proteínas envolvidas na diferenciação neuronal, da mesma forma que os protocolos já estabelecidos alteram. A proteína sinaptofisina, presente na membrana de vesículas sinápticas, foi utilizada por ser um marcador neuronal clássico. Este estudo também analisou a proteína príon celular (PrPc ) e a proteína induzida por estresse 1 (STI1) como possíveis marcadores neuronais. Para isso, linhagens celulares de neuroblastoma humano (SH-SY5Y), neuroblastoma murino (Neuro2a) e feocromocitoma de rato (PC12) foram cultivadas em condições normais de manutenção com 10% SFB, em condições de redução de SFB a 1% e 0% e em condições de diferenciação usando ácido retinóico (AR) para os neuroblastomas e fator de crescimento de nervo (NGF) para feocromocitoma. Após os tempos de diferenciação, as células foram processadas para obtenção dos extratos, que foram analisados por western blot, usando os seguintes anticorpos: anti- sinaptofisina, antiPrPc , anti-STI1 e anti-actina. Nos experimentos com as células SH-SY5Y, a proteína sinaptofisina não foi detectada pelo anticorpo anti-sinaptofisina, indicando que não houve expressão desta proteína. Já a proteína PrPc apresentou resultados conflitantes, não sendo possível afirmar que sua expressão esteja envolvida na diferenciação. A linhagem Neuro2a apresentou maior expressão de sinaptofisina e de PrPc no grupo mantido a 1% SFB por 3 dias em relação ao grupo 10% SFB, tanto no ensaio de redução de SFB, como no ensaio de diferenciação com AR, mostrando-se independente de AR. No ensaio de redução de SFB, as células PC12 mantidas a 0% SFB apresentaram aumento na expressão das proteínas sinaptofisina e PrPc em relação ao grupo 10% SFB. No ensaio de diferenciação da linhagem PC12, foi possível observar o aumento de expressão de sinaptofisina nos grupos 1% SFB em relação ao grupo 10% SFB, mesmo sem NGF, e mostrou-se dependente de tempo. Porém, os grupos 1% SFB não apresentaram aumento na expressão de PrPc em relação ao grupo 10% SFB. Quanto à proteína STI1, não foi possível observar diferenças de expressão entre as condições, em nenhuma das linhagens. Conclui-se que, a redução de soro pode ser suficiente para indução da diferenciação nos estudos com PC12 mantidas a 0% SFB e em células Neuro2a nas condições de redução de SFB, mantidas a 1% SFB, utilizando como marcador neuronal sinaptofisina e, possivelmente, PrPc como novo marcador. |