Partição da diversidade fitoplanctônica em ambientes costeiros hipersalinos no nordeste brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Costa, Raiane Santos da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Ecologia e Conservação
BR
UEPB
Mestrado em Ecologia e Conservação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/tede/jspui/handle/tede/2076
Resumo: As salinas solares no Nordeste brasileiro são ecossistemas artificias constituídas por evaporadores e cristalizadores, nos quais a água do mar ou do estuário é captada e transferida de um evaporador para outro por gravidade ou por bombeamento elétrico, nos quais a água evapora até ocorrer à precipitação do cloreto de sódio. A pesquisa foi desenvolvida em três salinas (Augusto Severo, Francisco Menescal e Santa Clara) localizadas no litoral setentrional do Rio Grande do Norte, no estuário do Rio ApodiMossoró/Brasil. Esse estudo teve como objetivo avaliar os componentes da diversidade particionada em escalas espaciais e mostrar a influência dos filtros ambientais no desenvolvimento das espécies fitoplanctônicas ao longo deste ecossistema hipersalino. A amostragem foi realizada em janeiro de 2013, nos três setores das salinas (Inicial, Intermediário I e II). Em cada setor coletou-se amostras para análises limnológicas e da comunidade fitoplanctônica em dois evaporadores de salinidades diferentes, sendo quatro amostras por evaporador, totalizando vinte e quatro amostras para seis evaporadores, em cada salina, com salinidades entre 30 a 250 . O fitoplâncton foi coletado na superfície, filtrando 200 litros por amostras, com rede de plâncton (20&#956;m). O presente estudo está dividido em dois manuscritos, o primeiro retratou a partição da diversidade em escalas hierárquicas e o segundo abordou a influência dos filtros abióticos na estrutura das comunidades fitoplanctônicas. Na partição da diversidade foram encontradas 65 taxa, distribuídas em oito grupos, com o predomínio do grupo Cyanobacteria (57%) e Bacillariophyceae (25%). A riqueza de espécies reduziu significativamente com o aumento da salinidade (F = 83,5; p<0,0001). A maior diversidade foi representada nas escalas maiores, no caso pelas salinas (&#946;3 = 26%, Prop exp>obs (1,70) = 0,005), havendo uma diminuição na similaridade das espécies da escala alfa para a beta, devido ao gradiente de salinidade selecionando as espécies que conseguem desenvolver-se no sistema. No segundo trabalho, foram identificados 110 taxa nas três salinas solares, distribuídos em oito classes taxonômicas, havendo o predomínio das classes Cyanobacteria (55%), Bacillariophyceae (40,7%). Pseudanabaena galeata foi à única espécie pouco frequente (>20%&#8804; 50%), com cerca de 96 taxa representando espécies raras. A salinidade influênciou significativamente na riqueza nas três Salinas, Augusto Severo (F = 23,2; p < 0,001), Francisco Menescal (F (1,22) = 50,02; p < 0,001) e Santa Clara (F (1,22) = 66,33; p < 0,001). A análise canônica obteve uma explicão 41,6% da variabilidade total dos dados, mostrando a influência dos filtros abióticos na estrutura da comunidade fitoplanctônica. Os trabalhos desenvolvidos contribuíram para um maior conhecimento da Ecologia e do papel dos filtros abióticos nos ambientes salinos. Evidenciando a importância do estudo sobre as comunidades fitoplanctônicas como uma ferramenta de conhecer a dinâmica do ecossistema, e assim, propor medidas para sua conservação e gestão.