Desenvolvimento de aparelho estimulador muscular de baixo custo para emprego em cirurgias de anomalias anorretais em pacientes pediátricos brasileiros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Souza, Ewerton Franco de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - PRPGP
Brasil
UEPB
Programa de Pós-Graduação Profissional em Ciência e Tecnologia em Saúde - PPGCTS
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/4774
Resumo: As anomalias anorretais são representadas por um espectro de alterações na localização adequada do ânus. Para realizar a cirurgia corretiva, que se chama anorretoplastia, o cirurgião necessita de um aparelho eletroestimulador muscular que promova a contração da musculatura perineal para que ele consiga fixar o ânus no local mais simétrico possível. A problemática enfrentada atualmente vem da questão de não se dispor há 08 anos de um aparelho autorizado para comercialização no Brasil. Desta forma, objetivou-se desenvolver um dispositivo estimulador muscular de baixo custo para uso em cirurgias de anomalia anorretal. Montamos um grupo multidisciplinar desenvolvendo um aparelho seguro capaz de estimular a musculatura perineal de crianças (pacientes até 16 anos incompletos) com pulsos elétricos constituídos por correntes alternadas, bifásicas, assiméticas, com disparos em salvas de 10 pulsos com uma frequência de 60 Hz e intervalo entre as salvas variável de 1 a 3 segundos ou disparados à vontade do usuário através de um pedal, sendo capaz de estimular os músculos com cerca de 20% da corrente usada com um eletroestimulador convencional, por sua capacidade de produzir salvas de pulsos ao invés de pulsos únicos, resultando no fenômeno chamado de “somação espacial” que produz contrações do tipo tetânica. Este equipamento é totalmente digital, microcontrolado, com os pulsos apresentando uma duração de 250 microssegundos, com uma voltagem graduada em 10 níveis de no máximo 200 Volt, atingindo menos de 80 miliamperes de corrente. O dispositivo pode ser acionado de 3 formas: automático, contínuo e pedal, dando maiores possibilidades e liberdade de uso ao cirurgião, transmitindo a corrente gerada ao paciente através de uma caneta de ponta agulha dupla, estéril.