Minha casa, nosso muro, cidade deles: uma análise a partir do loteamento alphaville e do condomínio serraville residence privê em Campina Grande

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Bezerra, Mariana Andrade
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Ciências Sociais e Aplicadas - CCSA
Brasil
UEPB
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - PPGDR
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/3366
Resumo: A partir da década de 1970, a produção de espaços residenciais privatizados em cidades brasileiras imprimiu um novo cenário de segregação e fragmentação urbana. Com foco nos Loteamentos Fechados e nos Condomínios Fechados Horizontais, este estudo se propõe a realizar uma leitura comparativa de maneira a analisar como a produção desses espaços impactam social e territorialmente no desenvolvimento urbano de Campina Grande (PB), partindo das seguintes questões: i) como o desenvolvimento urbano/regional capitalista está entrelaçado com a produção de espaços segregados; ii) de que maneira as relações sociais são cerceadas à medida em que existe a opção de privatização de espaços públicos; e iii) em que medida o mercado imobiliário tem contribuído para a fragmentação da malha urbana do município. Por meio de uma abordagem quantitativa e qualitativa, foram realizadas entrevistas semiestruturadas a moradores e funcionários do Loteamento Alphaville e do Condomínio Serraville Residence Privê, que permitiram desenvolver, através da metodologia da análise do discurso, um estudo entre esses dois espaços e os contextos que os cercam. Fundamentada na perspectiva teórica proposta por Lefebvre (1974), Bauman (2009), Caldeira (2011), Santos (2013), Maricato (2014), dentre outros, a pesquisa conclui que a implantação desses novos empreendimentos residenciais contribui para homogeneizar as relações sociais intramuros, restringir a criação de laços sociais diversos e criar um crescimento fragmentado da cidade e da sociedade.