Efeito do priming com doadores de óxido nítrico nanoencapsulados sobre a germinação e crescimento inicial de trigo submetido à deficiência hídrica.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Souza, Beatriz Larissa de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18572
Resumo: O óxido nítrico (NO) é uma molécula sinalizadora que auxilia as plantas na tolerância ao déficit hídrico, através de interação com hormônios vegetais. Porém, o NO é um gás relativamente instável e de difícil manuseio. A nanotecnologia é uma estratégia que permite desenvolver carreadores poliméricos para doadores de NO, protegendo-os contra a degradação prematura e garantindo a liberação sustentada de NO. O objetivo foi identificar o efeito do priming de sementes com nanopartículas liberadoras de NO no processo germinativo e crescimento inicial de plantas de trigo sob condições de déficit hídrico em ambiente de laboratório e casa de vegetação, comparando-se com o doador de NO não-nanoencapsulado. Os experimentos in vitro foram realizados em delineamento causualizado com 4 repetições, e os em casa de vegetação em delineamento em blocos com 4 repetições. O primeiro ensaio foi uma curva de nanopartículas de quitosana contendo o doador de NO ácido S-nitroso-mercaptossuccínico (NP-MSNO) ou S-nitrosoglutationa (NP-GSNO), nas doses: 0; 62,5; 125; 250, 500 e 1000 µM. Já o segundo e terceiro experimento in vitro, compararam os efeitos do priming com água, NP-GSNO, NP-MSNO, ácido S-nitroso-mercaptossuccínico livre (MSNO), S-nitrosoglutationa livre (GSNO) e nanopartículas de quitosana sem doador de NO (NP), bem como sem o priming (SP) sem e com déficit hídrico respectivamente. O quarto e o quinto experimento form realizado em casa de vegetação, com os mesmos tratamentos do segundo, dividido em condições sem e com déficit hídrico respectivamente. Os parâmetros avaliados foram: germinação (G), primeira contagem de germinação (PC), comprimento de parte aérea (CPA) e raiz (CR) e massa seca de parte aérea (MSPA) e raiz (MSR), área foliar (AF), conteúdo relativo de água (CRA), análise de pelos e arquitetura de raiz, teores de clorofilas, nitrosotióis (RSNO), peroxidação lipídica (MDA) e peróxido de hidrogênio (H2O2). Os dados foram submetidos à análise de variância seguida pelo teste de Scott-Knott quando necessário (P < 0,05). Já os dados da curva de dose-resposta foram submetidos a uma análise de regressão. A dose de 500 µM demonstrou as melhores respostas para CPA, CR, MSPA e MSR para os tratamentos NP-GSNO e NP-MSNO. Quando aplicado deficiência hídrica em teste de laboratório todos os primings levaram a incrementos no comprimento de plântula em relação ao controle, nessas condições os tratamentos NP-MSNO e NP-GSNO proporcionaram elevações na PC, G, RSNO, teores de clorofila totais, incidência de pelos absorventes e redução nos teores de peróxido de hidrogénio comparada a todos os demais tratamentos. Quando testado os tratamentos em casa de vegetação sem déficit hídrico o tratamento NP-GSNO elevou a quantidade média de pelos absorventes e RSNO em parte aérea comparado a todos os tratamentos. Os doadores nanoencapsulados sob deficiência hidrica proporcionaram ganhos em comprimento de raiz, CRA e RSNO em parte aérea e raiz. O NP-GSNO também aumentou a incidência e quantidade média de pelos absorventes na raiz, além da condutância estomática em condições de estresse. De modo geral, o priming com os doadores de NO nanoencapsulados proporcionou benefícios para germinação e vigor de plântulas de trigo sob déficit hídrico. Em especial, a GSNO nanoencapsulada promoveu melhores respostas, que se mantiveram no ambiente de casa de vegetação por períodos superior a 30 dias de tratamento.