Potencial biotecnológico da coinoculação de rizobactérias promotoras de crescimento de plantas na cultura do milho (Zea mays).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Hister, Jhonatan Rafael Wendling Hartmann
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18606
Resumo: Microrganismos benéficos podem auxiliar no desempenho das plantas nos sistemas de produção. O objetivo desse trabalho foi avaliar a inoculação e a coinoculação de estirpes de rizobactérias promotoras do crescimento de plantas (RPCPs) na cultura do milho. Foram conduzidos dois ensaios de primavera-verão e um de verão-outono em áreas experimentais da Embrapa em Londrina e Ponta Grossa – PR. O delineamento na primeira safra foi em blocos ao acaso com seis repetições, com 12 tratamentos: três controles não inoculados e com 0%, 75% e 100% da dose recomendada de N (ureia) em cobertura (T1, T2 e T3, respectivamente); inoculação com A. brasilense (Ab-V5 + Ab-V6) (T4); R. tropici CIAT 899 (T5); R. tropici CIAT 899 + A. brasilense Ab-V6 (T6); P. fluorescens CNPSo 2719 (T7); P. fluorescens CNPSo 2719 + A. brasilense Ab-V6 (T8); B. subtilis CNPSo 2657 (T9); B. subtilis CNPSo 2657 + A. brasilense Ab-V6 (T10); Pantoea sp. CNPSo 2798 (T11); e Pantoea sp. CNPSo 2798 + A. brasilense Ab-V6 (T12). Todos os tratamentos (co)inoculados receberam 75% da dose de nitrogênio de cobertura. O ensaio de segunda safra foi conduzido em semeadura antecipada intercalar com a cultura da soja (Sistema Antecipe®), em delineamento de blocos ao acaso com 10 tratamentos: três controles, como na primeira safra (T1, T2 e T3); A. brasilense (Ab-V5 + Ab-V6) (T4); A. brasilense (Ab-V5 + Ab-V6) + Bacillus megaterium BRM 119 + B. subtilis BRM 2084 via sementes (T5); B. megaterium BRM 119 + B. subtilis BRM 2084 via sementes e A. brasilense via foliar em V4 (T6); R. tropici CIAT 899 via sementes (T7); R. tropici CIAT 899 + A. brasilense Ab-V6 via sementes (T8); B. subtilis CNPSo 2657 via sementes (T9); e B. subtilis CNPSo 2657 + A. brasilense Ab-V6 (T10) via sementes. Todos os tratamentos (co)inoculados receberam 75% da dose de N de cobertura. Foram avaliados: Massa da parte aérea e raízes secos; teor de N na parte aérea e exportado nos grãos nos ensaios de primeira e segunda safra, e teor de P na parte aérea e P exportado nos grãos no ensaio de segunda safra; análises das atividades de ß-glicosidase e fosfatase ácida na rizosfera; morfologia de raízes; e produtividade. Em Ponta Grossa, apenas a inoculação R. tropici CIAT 899 + A. brasilense Ab-V6 (T6) aumentou a massa de parte aérea, porém a inoculação de A. brasilense Ab-V5 + Ab-V6 (T4), R. tropici CIAT 899 (T5) e B. subtilis CNPSo 2657 (T9) aumentaram a massa de raízes secas em relação ao controle não inoculado e com 100% de N. Em todos os ensaios, a inoculação ou a coinoculação aumentou o teor de N foliar em relação ao controle com 75% de N sem inoculação. Já em Londrina, na safra verão-outono, as plantas inoculadas com A. brasilense Ab-V5 + Ab-V6 (T4) e coinoculadas com R. tropici CIAT 899 + A. brasilense Ab-V6 (T6) tiveram maior exportação de N nos grãos. As maiores produtividades foram obtidas com A. brasilense Ab-V5 + Ab-V6 (T4) (8318 kg ha-1), R. tropici CIAT 899 + A. brasilense Ab-V6 (T6) (8.059 kg ha-1) e B. subtilis CNPSo 2657 (T9) (8310 kg ha-1) em relação aos controles 0% e 100% de N em cobertura. A atividade da ß-glicosidase foi maior na rizosfera das plantas controles e nas inoculadas com A. brasilense Ab-V5 + Ab-V6 (T4) em ambos os ensaios de primeira safra. Quando foi realizada inoculação de uma bactéria diferente de A. brasilense, a atividade da enzima diminuiu na maioria dos casos. Todas as variáveis relacionadas à morfologia das raízes foram estimuladas pelas (co)inoculações. Em Londrina, a inoculação com A. brasilense Ab-V5 + Ab-V6 (T4) e R. tropici CIAT 899 + A. brasilense Ab-V6 (T5) favoreceu as características morfológicas das raízes para a absorção de nutrientes, enquanto que em Ponta Grossa foram as inoculações com P. fluorescens CNPSo 2718 (T7) e Pantoea sp. CNPSo 2798 (T11). Na segunda safra, as plantas inoculadas com A. brasilense Ab-V5 + Ab-V6 (T4) e A. brasilense Ab-V5 + Av-V6 + B. megaterium BRM 119 + B. subtilis BRM 2084 (T5) apresentaram os maiores teores foliares e exportações de N e P pelos grãos. Produtividades acima de 4000 kg ha-1 foram alcançadas com 100% de N (T3) em cobertura sem inoculação e na coinoculação de A. brasilense (Ab-V5 + Ab-V6) + B. megaterium BRM 119 + B. subtilis BRM 2084 (T5). A atividade da ß-glucosidase na rizosfera aumentou na coinoculação com R. tropici CIAT 899 + A. brasilense Ab-V6 (T8) em comparação aos demais tratamentos. Novamente a maioria das variáveis relacionadas à morfologia das raízes foram favorecidas, com destaque para a inoculação com A. brasilense Ab-V5 + Ab-V6 (T4) e R. tropici CIAT 899 + A. brasilense Ab-V6 (T8). A inoculação e a coinoculação do milho com RPCPs favoreceram o seu crescimento e desenvolvimento, levando ao aumento de produtividade mesmo com a redução da adubação nitrogenada de cobertura.