Se Maria vai com as outras, Maria fala como as outras : redes sociais e letramento na fala adolescente

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Oliveira, Eliane Vitorino de Moura
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/12875
Resumo: Resumo: Este estudo expõe questões relativas: (i) aos fatores relevantes para a manutenção ou mudança linguística; (ii) ao peso das redes de interação na mudança ou manutenção; (iii) à importância do letramento para mudança ou manutenção; (iv) à importância da comunidade de fala Para tal, utiliza os pressupostos da Sociolinguística, com ênfase na análise de redes sociais (ARS), modelo dinâmico de abordagem da mudança linguística Fundamenta-se, também, nas bases de Letramento e nas questões de identidade linguística Assim, este trabalho analisa a configuração da fala de 24 estudantes moradores no Distrito de Paiquerê – Londrina/Pr, a fim de estabelecer o papel das redes de interação na mudança ou na manutenção de uma variedade linguística por parte desses falantes Nesse sentido, mostra uma base já rurbana para todos os falantes, sendo cada um alocado em pontos do contínuo de urbanização (Bortoni-Ricardo, 29), ora mais próximos de cada polo, de acordo com a incidência de três variáveis linguísticas nomeadamente estigmatizadas: a ausência de concordância verbal, tanto na primeira pessoa quanto na terceira pessoa do plural, o Rotacismo e a Iotização Conhecida a configuração da fala desse adolescente, a discussão centra-se no papel da escola como fator preponderante para a ascensão social e a mobilidade cultural desses indivíduos, uma vez que cabe a essa instituição levar em conta fatores como as redes de interação social em que se inserem os falantes moradores de zonas rurais, além de questões identitárias e graus de letramento a que se submetem em seu cotidiano extraescolar para o ensino-aprendizagem concreto desses indivíduos, uma vez que sua interação diária sofre influências várias das entidades hegemônicas, contrapondo-se ao seu fator identitário e familiar