Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Pavanello, Paola |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.uel.br/handle/123456789/9848
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Resumo: |
Resumo: O presente estudo possui como objetivo investigar o problema do canalha sensato a fim de compreender se há razões para lhe oferecer a fim de que não crie exceções do cumprimento das regras de justiça beneficamente para si enquanto os demais indivíduos as observam Para tanto, há uma dificuldade em solucionar o desafio na medida em que parece não haver razão para que esse indivíduo não se beneficie das violações da justiça quando sua ação não trará prejuízos consideráveis para si Assim, a partir da leitura e análise dos textos de David Hume, bem como de seus comentadores, o presente estudo apresenta o problema do canalha sensato, situando-o dentro da teoria moral e política do filósofo, para compreender o que esse indivíduo representa para a teoria do autor Nesse sentido, será analisada tanto a descrição do canalha pelo filósofo, como a resposta fornecida na tentativa de solucionar o desafio, e em que medida sua réplica pode ser considerada suficiente para silenciar o problema Ainda que o objetivo da réplica de Hume não seja o de convencer o canalha a seguir o caminho reto da justiça, sua resposta enfrenta os limites de sua própria teoria moral Isso, porque na medida em que a ação justa em Hume é fundada no interesse, a ação do canalha também é Desta maneira, a filosofia humeana não é capaz de fornecer uma resposta ao canalha a ponto de mostrar que ele teria boas razões para regular sua ação pela moralidade e sacrificar seu interesse Assim, ainda que a filosofia de Hume explique a motivação que falta no canalha que o leva a uma vida de violações ocultas, ela parece não oferecer recursos para que o interesse próprio não seja buscado em todos os casos Pela dificuldade em silenciá-lo, será crucial recorrer a outros sistemas filosóficos que não fundamentem a justiça no auto-interesse a fim de melhor compreendermos quais premissas filosóficas ensejam o canalha Para tanto, as teorias de Platão, Robert Nozick e Joseph Raz serão investigadas na busca de outros pressupostos filosóficos que respaldem a moralidade em uma base mais objetiva acerca dos valores, diferentemente da construção de Hume |