Alpendre como um fazer docente outro: corporificando vivências na formação de professoras/es de língua(gen)s
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Goiás
UEG ::Coordenação de Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias Brasil UEG Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias (PPG-IELT) |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1283 |
Resumo: | Nesta pesquisa, intitulada “Alpendre como um fazer docente outro: corporificando vivências na formação de professoras/es de língua(gen)s”, objetivo problematizar as possíveis (re)coconstruções e (res)significações de sentidos sobre saberes e fazeres na Formação Crítica de Professoras/es de língua(gen)s, bem como os conflitos inerentes a esse processo. Os objetivos específicos do estudo são: a) sentipensar o espaço ontoepistêmico do alpendre na academia como possibilidade de corporificar as vivências na formação de professoras/es de língua(gen)s; e b) entipensar as problematizações e (re)significações coconstruídas no alpendre como um fazer docente outro. Esta pesquisa (des)caminha pelos estudos pós-qualitativos (PARAÍSO, 2004; ST. PIERRE, 2014; PENNYCOOK, 2018), valendo-se das seguintes fontes para a geração de material empírico: web questionário inicial; transcrições parciais dos encontros gravados em vídeo; relatos vivenciais registrados em uma (auto)narrativa e em um mural do Padlet; e diários-reflexivos de pesquisa. As ontoepistemologias que entrecruzam com este estudo (des)caminham pela perspectiva decolonial (ANSARA, 2012; BORSANI; QUINTERO, 2014; CASTRO-GÓMEZ, 2005; FALS BORDA, 2015; MIGNOLO; WALSH, 2018; QUIJANO, 2009; SILVESTRE, 2017, entre outros/as); pela formação crítica de professoras/es de língua(gen)s (BORELLI, 2018; COSTA-SILVA, 2022; FRANK, 2013; GOTTARDI, 2021; MEOTTI, 2020; RODRIGUES, 2020, 2022, entre outros/as); e pela Educação Linguística Crítica (FREIRE, 1979, 1989, 1996; MENEZES DE SOUZA, 2011, 2019a; MONTE MÓR, 2015; RAJAGOPALAN, 2007; ROSA-DA-SILVA, 2021; SABOTA, 2018; PESSOA, 2021; SILVESTRE, 2017, 2018, entre outros/as). No estudo, a coconstrução e a percepção do material empírico (des)caminham pelos esforços decoloniais (SILVESTRE, 2017), pela coconstrução de mo(vi)mentos outros sobre ser/estar no mundo que busca um conhecer-com, no (res)significar a práxis, no trabalhar a agência e em outras maneiras de tornar-se professoras/es de língua(gen)s na contramão dos vestígios de colonialidades ainda presentes em nossa sociedade e em nossa organização educacional. Nesse sentido, este trabalho revela formas outras de perceber-se, ver-se e (de)vi(r)ver-se, com o intuito de abrir espaços para discutir e problematizar questões sobre formação docente, corporalidades e educação linguística crítica, bem como possibilidades de um ensino mais corporificado na formação de professoras/es de língua(gen)s. No que concerne às percepções sociais relativas ao tornar-se professoras/es de língua(gen)s, o estudo aponta que as/os alpendreiras/os, como designo as/os colaboradoras/es que me ajudaram a construir o corpus desta pesquisa, (res)significaram as percepções acerca dos seus processos de formação profissional, pessoal e social, do que envolve a docência e a práxis educativa. Sendo assim, esta pesquisa contribuiu para a compreensão da necessidade de uma formação docente que corporifique vivências, construa afetos e proporcione um contínuo e inacabado processo de tornar-se professoras/es. |