Avaliação do conforto ambiental e da contaminação biológica e química em ambiente hospitalares na cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Pinheiro, Alexsandra Nunes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=83044
Resumo: <div style="">No Brasil há uma crescente preocupação acerca do controle da qualidade do ar em ambientes interiores. Usuários de hospitais por conviverem em um ambiente fechado são comumente expostos a um elevado número de poluentes, sendo mais suscetíveis a patologias decorrentes desta exposição. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a qualidade do ar em ambientes interiores hospitalares, especificamente em enfermarias de transplante de um grande hospital de ensino na cidade de Fortaleza, Brasil. Experimentalmente, foram avaliados os parâmetros de conforto ambiental (temperatura, umidade, velocidade do ar e concentração de CO2), material particulado, bioaerossois e poluentes orgânicos (BTEX, compostos carbonílicos e compostos orgânicos voláteis microbianos) no ar interior. As amostragens foram realizadas com uso de um amostrador mássico de particulados (MP1, MP2,5, MP4, MP10 e PTS), um impactador de Andersen para coleta dos microrganismos (fungos e bactérias) e cartuchos adsorventes contendo carvão ativado e sílica/DNPH para os compostos químicos. Os resultados mostraram quanto ao conforto ambiental nas enfermarias, temperaturas médias de 24,8 a 26,4 °C; umidades relativas de 41,4 a 63,4 %, velocidades do ar de 0,02 a 0,05 m/s e concentrações de CO2 de 1085 a 1326 ppm, sendo este o único parâmetro em desacordo com a legislação brasileira. Os materiais particulados apresentaram concentrações médias para MP1 de 0,6 a 0,9 µg/m3 , MP2,5 de 3,6 a 5,6 µg/m3 , MP4 de 7,9 a 11,5 µg/m3 , MP10 de 6,1 a 18,3 µg/m3 e PTS de 29,5 a 45,5 µg/m3 , as quais são inferiores ao estabelecido em diversas normas nacionais e internacionais. A concentração de fungos (26 a 181 UFC/m3 ) foi inferior ao especificado pela ANVISA (750 UFC/m3 ) para ambientes climatizados e os valores para as bactérias apresentaram-se entre 180&#8722;742 UFC/m3 . O tolueno (28,2 a 69,8 µg/m3 ) foi o BTEX mais abundante e o formaldeído (0,94&#8722;6,78 µg/m3 ) apresentou as maiores concentrações médias entre os compostos carbonílicos detectados. Entre os compostos orgânicos voláteis microbianos, o 2-metil-1-propanol foi a molécula mais abundante (59,1 a 168,8 µg/m3 ). Em geral, as relações indoor/outdoor para os BTEX e carbonílicos sugerem a existência de fontes interiores destes poluentes. Palavras-chave: Qualidade do ar interior. Hospital. Conforto ambiental. Material particulado. Poluentes orgânicos.</div>