Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
MARTINS, ROXEANE TELES |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=82205
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Resumo: |
<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">RESUMO</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">A leishmaniose apresenta uma prevalência de mais de 12 bilhões de pessoas infectadas no mundo. No Brasil, a região Nordeste contribui com 82% dos casos. A principal opção terapêutica para o tratamento da leishmaniose são os antimoniais pentavalentes que apresentam baixa eficácia terapêutica. Por isso, uma busca por novos fármacos, envolvendo plantas e os seus compostos bioativos. Considerando a biodiversidade genética brasileira, as plantas superiores surgem como importante fonte de fitoterápicos e fitofármacos. Em virtude da necessidade de ampliar opções terapêuticas para o tratamento da leishmaniose a partir de plantas, este trabalho relata a pesquisa de substâncias bioativos nas sementes de Amburana cearensis para este propósito. O presente trabalho isolou e caracterizou compostos bioativos das sementes de Amburana cearensis e avaliou in vitro a toxicidade destes compostos contra formas promastigotas de Leishmania chagasi e macrófagos. O trabalho do tipo experimental e prospectivo foi realizado na Universidade de Fortaleza no período de maio de 2009 a maio de 2013. As sementes foram colhidas em Itatiaia e Quixeramobim/Ceará onde foi coletado material botânico para elaboração de exsicatas depositadas no Herbário Prisco Bezerra da Universidade Federal do Ceará. Ensaios fitoquímicos qualitativos e quantitativos foram realizados para isolar e caracterizar os compostos bioativos isolados das sementes. Os extratos etanólicos e aquoso foram preparados a partir da farinha deslipidada das sementes de Amburana cearensis e submetidos a ensaios fitoquímicos para a pesquisa de compostos como saponinas, fenóis totais, taninos, antocianinas, antocianidinas, flavonoides e alcaloides. Os extratos, o óleo fixo e a saponina foram submetidos a ensaios espectrométricos (Espectrometria na região do Infravermelho, Espectrometria de massa e Ressonância Magnética Nuclear de 1H e 13C), cromatografias convencionais (Cromatografia em Camada Delgada) e modernas (Cromatografia Líquida de Alta Eficiência), resultando no isolamento e caracterização da cumarina (1,2 Benzopirona); saponina e óleo fixo. No teste de toxicidade pelo método do [3-[4,5- dimetiltiazol-2-il)2,5-difenil brometo de tetrazolium] (MTT), os macrófagos e as formas promastigotas de Leishmania chagasi foram tratados com a saponina nas concentrações 5, 10, 15 e 20μg/mL, cumarina nas concentrações de 5,10, 15 e 20μg/mL e o óleo fixo extraído das sementes. Todos os testes foram realizados em sextuplicatas em três dias diferentes. A diminuição da viabilidade celular foi determinada pelo IC50. Para avaliar as diferenças entre os diferentes tratamentos foi utilizado o teste de Análise de variância univariada (One-way ANOVA), com dados pareados, seguida pelo teste de Bonferroni. A significância mínima foi aceita quando p < 0,05. A saponina, cumarina e o óleo fixo apresentaram baixa toxicidade para macrófagos no teste do MTT. Todos compostos foram tóxicos para promastigotas de L chagasi (p<0,05) quando comparados com as formas promastigotas tratadas com anfotericina A. O IC50 da cumarina para as formas promastigotas de L chagasi foi de 6,1 μg/ mL (Intervalo de confiança 95%:3,0-12,3 μg/ mL), enquanto o IC50 da saponina para formas promastigotas foi de 5,2% (Intervalo de confiança 95%: 2,2% - 11,9%). Microfotografias eletrônica de varredura demonstraram alterações morfológicas nas formas promastigotas tratadas com a cumarina nas concentrações de 20μg/mL e 500 μg/mL. Os resultados obtidos poderão fornecer dados para o desenvolvimento de uma nova terapêutica para o controle e profilaxia da leishmaniose visceral, obtida através dos compostos isolados das sementes de A.cearensis.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Leishmaniose visceral, saponina, cumarina, sementes, óleo, Amburana cearensis.</span></font></div> |