Adaptação transcultural do instrumento Groningen Frailty indicator em idosos brasileiros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Borges, Cíntia Lira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84758
Resumo: <div style="">A fragilidade é uma condição multidimensional que permite maior susceptibilidade e vulnerabilidade a estressores externos. Muitos estudos sugerem definições para essa síndrome, porém ainda não existe um conceito global, sabe-se que envolve uma gama de fatores relacionados a aspectos físicos, cognitivos, econômicos, ambientais, emocionais, sociais e psicológicos. Os objetivos desse estudo foram realizar a tradução e adaptação transcultural do instrumento Groningen Frailty Indicator (GFI) para o português brasileiro; verificar a validade de conteúdo do instrumento GFI adaptado para o Brasil, pela análise do comitê de juízes; e verificar a validade de aparência do GFI em idosos institucionalizados. A escala GFI é uma escala do tipo Likert, com 15 itens referentes a 10 componentes: mobilidade, comorbidades, nutrição, capacidade física, cognição, visão, audição, solidão, depressão e ansiedade, pertencentes a quatro domínios: físico, cognitivo, social e psicológico. Pode ser usada em diferentes contextos da pratica clínica, como hospitais, instituições de longa permanência e comunidade. Tem origem holandesa por isso necessitou de processo de tradução e adaptação transcultural o qual integrou as etapas de: 1) tradução do instrumento para o português brasileiro (T1/T2); 2) obtenção da versão consensual em português (T12); 3) retrotradução da escala (backtranslation); 4) avaliação pelo Comitê de Juízes (validação de conteúdo); 5) pré-teste (validação aparente ou de face). Fizeram parte da validação de conteúdo 22 profissionais, sendo 11 da área docente e 11 atuantes na assistência. O questionário foi avaliado pelos especialistas, e, após, verificado o índice de validade de conteúdo (IVC), totalizando 0,94, indicando um bom resultado da versão-síntese para aplicação na próxima fase (pré-teste). As modificações referentes às perguntas e aos enunciados da escala resultaram, principalmente, de adaptações em palavras que fossem sinônimas e facilitassem o entendimento, devido à baixa escolaridade dos idosos brasileiros. Para validação de face foram convidados 30 idosos, residentes de uma instituição de longa permanência e/ou participantes de um grupo de convivência na mesma instituição, que fossem capazes de entender as instruções e alcançassem pontuação adequada no Mini Mental, ajustado para o nível de escolaridade. Esses deveriam julgar cada item do GFI. O instrumento não retornou aos juízes para revisão, julgamento ou aprovação de outras mudanças, pois não houve dúvidas acerca da totalidade do instrumento por parte dos idosos. Para avaliar a associação entre as variáveis foi utilizado o Teste Exato de Fisher, ao nível de significância de 0,05. Não foram estabelecidas associações significativas entre a presença de fragilidade e as características socioeconômicas. Correlação significativa foi estabelecida entre fragilidade e as questões do GFI sobre acuidade auditiva diminuída (p=&lt;0,001), sensação de vazio (p=0,002) e sentimento de abandono (p=0,009). Depois de traduzido e adaptado para o Brasil, o GFI reúne características que verificaram a presença de fragilidade em idosos dentro da realidade brasileira, abrangendo validade de conteúdo e aparente aceitável. Descritores: Idoso fragilizado; Estudos de validação; Pesquisa metodológica em enfermagem; Comparação transcultural; Envelhecimento; Questionários.</div>